terça-feira, 12 de novembro de 2019


(A sonoridade destas palavras...)

Quais as palavras de que és feita,
bela deusa desconhecida,
desejos proibidos que evocas...

Provocas em mim um grande desejo,
palavras de uma vontade em mim,
que só uma e em todas te colocas...

Sem tempo, nem espaço de passeio,
que alheia da musa mostras o seio,
visão que afunda em calor e êxtase...

Talvez engane a mim próprio,
mas a minha suspeita dura,
iluminada, solitária, infinita...

Quero-te perfeitamente,
preciosa e incorruptível,
secretamente...

Mas peço-te permissão,
para candidatar-me um dia,
um dia conquistar-te o coração...

Entre as palavras as que escrevo,
favoritas e as que são estranhas,
as preferidas e as evitadas...

Só, assim na minha solidão,
alegra-se esta esperança,
a sonoridade destas palavras.

(André...)


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