(Não é tempo de parar...)
No início da madrugada,
um veleiro ao meu lado,
de velas brancas à brisa,
em movimento e começa,
ruma para o oceano azul...
um veleiro ao meu lado,
de velas brancas à brisa,
em movimento e começa,
ruma para o oceano azul...
Eu ao pé da beira do mar,
foi sussurrando que devia ir,
num barco somente tu e eu,
nenhuma alma no mundo saberia disso...
foi sussurrando que devia ir,
num barco somente tu e eu,
nenhuma alma no mundo saberia disso...
O desejo vai predominando,
a dança dos dias baila,
sob cantigas sombrias,
olhos descansam nessa dança,
nesse tempo que se esvai...
a dança dos dias baila,
sob cantigas sombrias,
olhos descansam nessa dança,
nesse tempo que se esvai...
Esperança desesperada,
sincero desordenado...
sincero desordenado...
Seguido pelos impulsos,
desejos,
inquietações,
dúvidas,
amores e desamores...
desejos,
inquietações,
dúvidas,
amores e desamores...
Ao fim e ao cabo,
sofrimento e seus efeitos...
sofrimento e seus efeitos...
Essa tristeza imensa,
desencadeada pela despedida...
desencadeada pela despedida...
O “eu” a seguir o seu rumo,
deixa então os olhos tristes...
deixa então os olhos tristes...
São olhos naufragados,
cheios de lágrimas,
sangue e suor...
cheios de lágrimas,
sangue e suor...
Essa tristeza e dor,
ligadas a uma emoção,
diante da natureza circundante,
e das mazelas de alguém,
que pouco se vê chorar,
que não resiste às injustiças sociais,
como é possível?
ligadas a uma emoção,
diante da natureza circundante,
e das mazelas de alguém,
que pouco se vê chorar,
que não resiste às injustiças sociais,
como é possível?
Evidentemente,
apesar do tom melancólico,
há nestes os versos alienados,
uma força impulsional de apenas vida...
apesar do tom melancólico,
há nestes os versos alienados,
uma força impulsional de apenas vida...
Fortemente resistem,
as mazelas e temperanças,
essas tristezas despertadas,
pela separação dos traços:
as mazelas e temperanças,
essas tristezas despertadas,
pela separação dos traços:
“Não choram por dor,
choram por amor".
choram por amor".
Vale a pena referir aqui que,
apesar do sentimento de tristeza,
estes últimos versos são marcados...
apesar do sentimento de tristeza,
estes últimos versos são marcados...
Finalmente existe a pergunta final,
deixar de sofrer e perdoar...
deixar de sofrer e perdoar...
Sem o comando e contra o comando,
um alerta para a necessidade de avançar...
um alerta para a necessidade de avançar...
Não é tempo de parar.
(André...)

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