(O que estou a escrever? Amor!...)
Da minha parte, não posso contentar-me com uma hipótese a tal ponto ser escrupulosa. Recuso-me a supor por um só instante, que os trovadores são uns fracos de espírito, apenas bons na incansável procura de fórmulas auto-adquiridas. Basta perguntar-me se o segredo da poesia não deveria ser bem mais próximo dela do que alguma vez, já se fez.
Bem próximo de um todo, no mesmo lugar, no próprio ambiente onde nasceu. Não no meio puramente social, no sentido moderno. Mas sim na atmosfera contagiante, que determina as formas, inclusive sociais, de todas as palavras.
Resta-me, portanto, de um lado, de um fenômeno estranho, de outro, de todas as hipóteses que pretendo evita-lo.
Resta-me, portanto, de um lado, de um fenômeno estranho, de outro, de todas as hipóteses que pretendo evita-lo.
É-me igualmente impossível, voltar a não amar. Um amor real, uma simples fórmula vazia de sentido. É verdade, sem dúvida que é escrupuloso, abster-me de qualquer pronunciamento. Isto equivale a dizer que
a meu ver, a minha lírica cortês, da qual me ocupo, continua a ser, até que obtenha inspirações mais amplas, um amálgama de fórmulas vazias de sentido. Trata-se, na verdade, de um excelente material para qualquer trovador que se preze e que pretende solicitar o amor, fazê-lo. Ainda que seja com um mínimo esforço para compreendê-lo.
O que estou a escrever? Amor!
a meu ver, a minha lírica cortês, da qual me ocupo, continua a ser, até que obtenha inspirações mais amplas, um amálgama de fórmulas vazias de sentido. Trata-se, na verdade, de um excelente material para qualquer trovador que se preze e que pretende solicitar o amor, fazê-lo. Ainda que seja com um mínimo esforço para compreendê-lo.
O que estou a escrever? Amor!
(André...)

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