(Onde tudo só visto, num só tudo visto...)
Viver diante do escuro, faz qualquer um andar á deriva, num quarto iluminado. Uma cama semi-desarrumada. O povo na rua nem sempre está dormente. E sem qualquer mudança de música, toca o surdo. República democrática de um fadista, num dedilhar de uma guitarra portuguesa, que ecoa de leve na corrupção. Saudades de ti, Ary, que ainda ressoas nas velas deste país, no vento vasto na vasta improbabilidade do amanhã. Ouvido mouco o do rico, que fecha o olho do feliz, que tapa ao pobre o nariz. O cheiro a podre dos humanos. Será um último faro? Será um remendo do antigo fado? Não sei, sem qualquer realismo exacerbado. Acho que será legítimo este rasurado. Mas, ainda podemos ouvir com apenas um tímpano, o que já é audível em uma imagem internacional. Mas, ainda podemos ler com uma iris, as linhas das nebulosas, através de mais um temporal. Chamem de intemporal as tempestades, com quantas palavras se constrói uma Nação. Em toda a noção, nas páginas são publicadas a liberdade de expressão. Será a língua portuguesa a última flor inculta e bela? De certo vai manter-se a tona, na cultura internacional, quando for submersa por baixo existe a mazela. Enquanto isso, uma narina continua em crescimento acelerado. Depois disso, será mais um de nariz avermelhado, de uma constipação da corrupção. Existe mais que um Tribunal para justificar julgamentos. E a padaria já abriu? Será que o preço do pão subiu?
Os cidadãos de olhos fechados contrastam com cidadãs de bocas escancaradas a ver crianças de mãos sujas. Vidas de fases inglórias. Está na hora do verso configurado pelo verbo expressar. Minuto da escuridão temporária, segundo na palavra além de uma ocasião mais do que imaginária ao milésimo. A imensidão mais do que celestial, invade a contenda além dos meandros abandonados, no espaço natural. O tempo cronometrado pelo mesmo tempo, de pensamentos de porcaria, além de uma alforria. Seres imersos numa mesma degradação ambiental, banidos do espaço natural, em uma paisagem alterada. Aqui vem ele, o pensador. Ali vem ela, a poesia. Depois vêm eles, elas e tudo. Em mais que um olhar, ao pousar no lugar. Como um firmamento artístico estelar. Onde tudo só visto, num só tudo visto.
Os cidadãos de olhos fechados contrastam com cidadãs de bocas escancaradas a ver crianças de mãos sujas. Vidas de fases inglórias. Está na hora do verso configurado pelo verbo expressar. Minuto da escuridão temporária, segundo na palavra além de uma ocasião mais do que imaginária ao milésimo. A imensidão mais do que celestial, invade a contenda além dos meandros abandonados, no espaço natural. O tempo cronometrado pelo mesmo tempo, de pensamentos de porcaria, além de uma alforria. Seres imersos numa mesma degradação ambiental, banidos do espaço natural, em uma paisagem alterada. Aqui vem ele, o pensador. Ali vem ela, a poesia. Depois vêm eles, elas e tudo. Em mais que um olhar, ao pousar no lugar. Como um firmamento artístico estelar. Onde tudo só visto, num só tudo visto.
(André...)

Sem comentários:
Enviar um comentário
Sejam bem-vindos...
Sintam-se em casa.