(Adormeceram tranquilamente naquele banco solitário banco de jardim...)
Depois de uma saída abrupta, por causa das gaivotas. Os três novos amigos separam-se. Os melros, não se sabe em que árvore, e o homem regressou a casa. As gaivotas lá ficaram entre as nuvens nas suas cores fantásticas e atraentes numa dança com a lua. Mas de volta ao sítio de onde tinha saído. O banco de madeira de jardim solitário. Estava um ambiente sereno. Nem melros, nem gaivotas. Nada. Apenas um banco de madeira sozinho. O homem voltou a sentar-se, e vê um pequeno vulto verde. Que em pequenos pulos se aproximava. Era um pequeno pardal, com uma cara de gato. O homem curioso com o pequeno pardal, perguntou:
-- Olá pardal com cara de gato, por acaso não viste por aí uns melros e umas gaivotas?
Ao que prontamente o pequeno pardal respondeu:
-- Ver melros não ver...
O homem ficou abismado com tal resposta, que raio de dialecto era aquele? Lirandês, Português ou Inglês, não era certamente. Então o homem convidou o pequeno pardal a sentar-se, e foi aceite o convite, e o pardal perguntou:
-- O mundo afastar de tu porque?
Outra vez abismado, mas com aquela pergunta. Ficou calado, mudo, quase como um quase poeta sem inspiração. O pequeno pardal ficou em silêncio também. Ficaram imoveis, sentados no banco de jardim como estivessem em meditação profunda. Uns segundos depois, umas gotas de água caiam sobre uma pedra. Começava a chover, e homem deu abrigo no bolso do seu kispo, ao pequeno e molhado pardal.
-- Gratidão dou. - disse o pardal, e o homem respondeu:
-- Por nada, este kispo é muito grande, parece a mala do Sport Billy, cabe cá muita gente.
Sorriu para o pardal com todo o sentimento. O pequeno pardal ao ver o homem sorridente deu-lhe um pequeno conselho:
-- Caldeira de água cheia... nunca abrir duas torneiras... muita água nem abrir... água muita gastar... correr deixar devagarinho... só palavras naturalmente assim fluir...
Então o homem pensou naquelas misteriosas palavras, sem sentido. Um dialecto que nunca tinha ouvido. Mas tudo fez sentido quando reparou que o pequeno Gremlin tinha adormecido.
(-- NÃO SER GREMLIN, SER YODA!
-- Peço desculpa como autor deste conto... não sabia como chamar-te...
-- Perdoado tu estar... nome não dizer... continuar tu pode...)
Continuando este conto e dentro do seu novo abrigo temporário. O homem e o pequeno pardal chamado Yoda, adormeceram tranquilamente naquele banco solitário banco de jardim.(¹)
(André...)
Nota do autor:
(¹)- Não percam a continuação deste conto, porque acho que eu, todos e mais uns quantos também não...

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