domingo, 8 de dezembro de 2019


(E saiu...)

Tocaram á campainha, mais uma vez estava sozinha em casa. E correu para esconder o envelope na gaveta de um armário.
Não! Dentro de uma caixa seria o melhor. Ou quem sabe por baixo da almofada do sofá. Estava desnorteada. Escolheu o espaço entre dois livros como esconderijo provisório e guardou. Despenteia o cabelo, e ajeita a fina camisa de dormir. Dirigiu-se para o intercomunicador, olhou para o ecrã, viu que era quem esperava, carregou suavemente no botão, e a porta abriu-se. Ficou diante da porta, de casa á espera da visita. A visita entrou, dirigiram-se para o quarto, e...

(Nota do narrador: Todos sabem o que aconteceu. E deixo isso ao sabor da imaginação e satisfação do leitor.)

...Num amor inteiro, meio corpo nu e ela repousa por completa na cama. Deixando sua forma desarrumada nos lençóis suados.
O que sobrava era o gosto do amor na sua boca, o cheiro do desejo emanava do corpo.
e a noite estendia-se em vão. As respirações  calmas no peito apenas a evaporação do suor  movimentava-se pelo quarto em silêncio. Apenas olhou para aquele corpo sem vida em cima da cama. E saiu.

(André...)


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