(Eram apenas pinturas rupestres sem sentido...ou talvez não...)
Um dia um homem numa caverna olhou para a parede e viu animais. Animais na sua cabeça. Pegou em terra e água. Mexeu lentamente a mistura barrenta suave. Até obter uma cremosa pasta vermelha. Dividiu em duas taças de madeira. Uma á sua esquerda, a outra á sua direita. Depois agarrou no caule de uma planta, enfiou no recipiente da esquerda, e como por magia obteve o vermelho. Agarrou numa raiz da mesma planta e obteve o preto. Rezou á deusa de pedra que estava diante de si. E numa língua já desaparecida entrou num estado de transe. Naquele momento o homem estava entre os animais da savana em pleno equilíbrio com os animais. Tocava neles para sentir a suas formas, sentir o seu cheiro e a sua essência. E sem se aperceber introduzia nas suas mãos, na tal tinta feita com os caules e raízes. Pintava-os na parede. Com os dedos traçava riscos após riscos. Formas após formas. Animal após animal. Mas sem se aperceber, estavam outros e outras da sua tribo, escondidos nas saliências da entrada da caverna, que olhavam e riam, dos seus desenhos. Então o homem acordou. E sem se aperceber do que tinha feito, olhou para trás. Ao ver todos a rirem-se e refugiou-se no canto mais distante da caverna. Não de vergonha do que tinha feito. Mas sim das reações e grunhidos que os seus congéneres tribais faziam. Ele falava a mesma língua e entendia-os muito bem. Os seus congéneres então saíram, foram embora para dentro das suas tendas de peles. Alimentaram-se, disfrutavam dos seus egos por rebaixar o pobre homem. Então o homem olhou para as figuras, que ele interpretou e sonhou na sua mente. E sorriu. Sentia os animais em movimento sem ter de lhes tocar. Sabia que o que tinha criado era algo diferente, incompreensível para os seus congéneres tribais. Deitou-se num canto e...
Nisto sente e ouve, um grande alarido. Gritos de todo o lado. Passos de corrida de patas de grandes animais. Continuavam os gritos. E um por um desapareceram os sons dos gritos. Apenas ouvia o arfar de animais cansados, que se afastavam aos poucos. Então um vulto apareceu, na entrada da caverna. O homem sem saber o que fazer, levantou-se e esperou pelo ataque do animal. Esperou a morte. Mas nada aconteceu. Viu um animal erecto, uma figura de cabelos compridos, com uma vestimenta como nunca tinha visto. Olhava perto da parede para os desenhos. Contornava as figuras, com os seus 3 dedos, e soltou um som que quase parecia que chorava. Aproximou-se do homem. Retirou os cabelos compridos, que afinal eram um tipo de máscara e sorriu. Poupou a vida ao pequeno homem. Mas o homem por razões desconhecidas. E milénios mais tarde foi encontrado, enterrado no chão daquela caverna, junto aos seus desenhos. Reza a lenda que quem entra naquela caverna, e olha para o que ele produziu, saí de lá com um sorriso ao ve-las. Eram apenas simples pinturas rupestres sem sentido...Ou talvez não.
Nisto sente e ouve, um grande alarido. Gritos de todo o lado. Passos de corrida de patas de grandes animais. Continuavam os gritos. E um por um desapareceram os sons dos gritos. Apenas ouvia o arfar de animais cansados, que se afastavam aos poucos. Então um vulto apareceu, na entrada da caverna. O homem sem saber o que fazer, levantou-se e esperou pelo ataque do animal. Esperou a morte. Mas nada aconteceu. Viu um animal erecto, uma figura de cabelos compridos, com uma vestimenta como nunca tinha visto. Olhava perto da parede para os desenhos. Contornava as figuras, com os seus 3 dedos, e soltou um som que quase parecia que chorava. Aproximou-se do homem. Retirou os cabelos compridos, que afinal eram um tipo de máscara e sorriu. Poupou a vida ao pequeno homem. Mas o homem por razões desconhecidas. E milénios mais tarde foi encontrado, enterrado no chão daquela caverna, junto aos seus desenhos. Reza a lenda que quem entra naquela caverna, e olha para o que ele produziu, saí de lá com um sorriso ao ve-las. Eram apenas simples pinturas rupestres sem sentido...Ou talvez não.
(André...)

Sem comentários:
Enviar um comentário
Sejam bem-vindos...
Sintam-se em casa.