sábado, 26 de outubro de 2019



(Baco...)

Zeus...

Agora o deus dos céus de raios, num relâmpago que mantêm a ordem, justiça nas suas cidades.

Ordenou que um Tita fosse agrilhoado, onde todos os dias uma águia ia comer-lhe o fígado.

Coitado do Phrometeus!

Prometheus...

Cujo nome significa “previsão” era muito prudente, mais ainda que os próprios deuses.

Representação da liberdade humana, que leva o homem a enfrentar com orgulho o seu destino.

Duramente castigado, tomou ao Olimpo o segredo do fogo para o entregar ao Homem.

Homem...

Aquele que mostra que todos estão agrilhoados ao rochedo e gritam de ódio juntos, impotentes...

No mundo de hoje não é recomendável!

Mas se os deuses Romanos fossem louvados?

Seria tudo muito mais divertido...

Não seria muito bem visto pela nossa sociedade politicamente correta e moralista...

Uma orgia dentro da igreja em louvor a Baco!

Baco...

(André...)
13 de Março de 2019


(Talvez seja por causa de uma apetência parva ao fim e no fim tão simples...)

Mas na realidade sou daqueles a quem o escrevinhar, em vez de enfurecer ou sufocar, nasce de um momento redobrado ao quadrado gosto pela vida.

Às vezes até tenho a certeza, que o momento atiçam brincadeiras e anáforas, comparações e junções.

Por esse ocasional desperdício de força e substância...

Por esse risco desmedido, sem medo de  contrair algum mal.

No fundo talvez seja por obra e graça do pensamento, da realidade ou de outrem ou ainda pior.

Que já não tem finais, só recomeços.

Que ja não causam espanto...

Explicações e parágrafos?

O prazer de não bajular como sobreposição, adoptam essa presença.

O mesmo tom universal em dedicatórias aos actuais grandes de outros tempos...

Como se fosse possível julgá-los?

Ensinamentos de bom agrado...

São os ossos do ofício...

Para não deixar distrair o sentido da palavra...

À caça dos erros de sublimação...

Ao alinhamento de três pontos...

Ou às maiúsculas que se escondem...

Na alma e no coração...

Talvez seja por causa de uma apetência parva para ao fim e no fim tão simples.

(André...)









(E isso pode ser mais que suficiente...)

Uma palavra e uma imagem, demonstra que tudo um simples jogo de cartas, cartas deitadas ao acaso numa mesa.

Nesse jogo, esses jogadores incapazes de escapar á moralidade que infecta o homem comum.

Preparados para perderem toda a sua humanidade para o bem (ou mal) das suas próprias verdades (ou mentiras).

São o tipo de criaturas que nos sonhos se conseguem enquadrar, uma afinidade que nos faz ser previsívelmente atraídos para esse jogo, como uma mariposa pela luz de uma lâmpada.

E sonhar com alegrias, enquanto famílias marcham para mortes prematuras, corpos alimentados por desgraça.

As crianças choram na campa dos cadáveres de seus pais, pais que choram na campa de seus filhos.

O que é passado é passado...

Não se deve deixar que várias emoções ensombrem a razão, como todos os que sobreviveram o fizeram.

Talvez essa seja a maneira de fazer as coisas, aliás, não somos, nem podemos ser justiceiros que apelam por justiça pelas próprias mãos.

Não podemos correr o risco de nós tornarmos naquilo que desprezamos...

Um dia o mundo vai descobrir quem são os verdadeiros prejudicados, quando a razão chamar pela verdade, do que se passa pelos corredores da morte da vida.

Quando se descobrir que pode ser suficiente apenas a verdadeira natureza humana...

E isso pode ser mais que suficiente.

(André...)

26 de outubro de 2017

sexta-feira, 25 de outubro de 2019


(Aqui está uma coisa difícil de interpretar...)

Eu vou sempre apresentar os meus pensamentos desta forma quase disforme ou pouco literária.

Certas coisas, só podem ser espostas da maneira mais honesta, e possível.

Porque eu apenas aceito que, se não aceitarem isso, eu consigo aceitar, não aceitem o que escrevo, aceitem o que vos deixo aqui escrito.

Na realidade até sou mais um comum mortal, sem nenhum talento especial (execpto escrever o que penso que sinto), e claro que vou deixar isso assim (talvez começar declamar o que escrevo não seja uma má ideia).

E inocentemente, não acho que isso seja, de forma alguma, uma interrupção ou mesmo uma má interpretação, da ou na minha vida, ou na minha maneira de ver o mundo ou nas poucas relações pessoais que posso apresentar.

Só queria que todos fossem livres, loucos e idiotas, loucas e parvas ou as duas coisas em conjunto, ou não façam nada.

E apenas expressem o que estão a sentir...

Sejam únicos ou então procurem a origem da originalidade de outros, mesmo que isso não seja o correcto.

Pensando bem nisso, e no confim do pensamento, o que é o correcto nos dias de hoje?

Aqui está uma coisa difícil de interpretar...ou não!



(André...)




(Reflexão Mecânica...)

Onde dois e dois são sempre quatro,
três e três são sempre seis.

Conformados com equações simples,
sabemos exatamente o que podemos fazer.

Entretanto chega a normalidade do ser,
e o respeito às normas da vida.

Entendo que esta reflexão é mecânica,
e racional demais.

E vejo a vida como um sistema solar,
um pouco injusto...mas muito funcional.

(André...)


(A minha maneira de ser...)

Todos Nós, feitos escravos, acabamos sempre por aprender a fazer batota, com a nossa maneira de ser.

Talvez possa ser estranho, ontem nas ruas como qualquer pessoa, olhei para a estrada despreocupadamente.

De repente vi que estava feliz, mortalmente feliz, mas tão feliz, que me parecia ser impossível, viver amanhã, não porque a felicidade fosse excessiva, mas porque seria?

E pensar na ida e na volta sempre prematura, e o desvendar de palavras não ditas não era coisa que assustava.

Mas as ditas, essas sim, essas que tanto me elevam, que assistam, que me levam pelos vários caminhos de vertentes astutas.

Mas esqueço a razão, tal como a razão esqueceu.

Imaginei que tudo era apenas reflexo do nevoeiro.

Perturbei-me!

Mas lá no fundo, sei que também é.

A minha maneira de ser!

(André...)




(É Ter ou não ter...)

Eu não tenho nenhum exército,
nem tenho um palmo de terra.

Não tenho nenhuma pistola,
nem tenho um gume de espada.

Não tenho nada,
além daquilo que está na minha mente...

O sangue que corre nas ruas,
e os deuses que pairam no paraíso.

Todo o filho que sofre,
toda a mãe que chora.

Então tenho tudo,
além daquilo que está na minha mão...

É ter ou não ter.

(André...)