segunda-feira, 28 de outubro de 2019


(Foi assim uma madrugada já faz muito tempo...)

Em vez de desejo foi o cinzento dos céus,
criado por talento numa escada de um templo,
e nisto falar com um deus…

Uma voz disforme que até era amiga,
que fez a minha cabeça num outro divagar
por pensamentos de raios parta a vida…

Que eu queira a liberdade,
em semear grandes ilusões,
que não é mais do que uma hora de utopia…

Andar pela rua de uma cidade em busca da liberdade,
quase num estado de ansiedade em forma de papel,
escritas com 3 palavras e apenas são palavras…

Calçadas de pedra  branca e preta,
num caminho de losangos entre abertos,
de corpos vestidos por pergaminhos de cânhamo…

Encontrar florestas rodeadas por quadrados de betão,
um lugar onde choviam pingas grossas de um pedido,
onde um dia o desejo foi perdido e eu peco por ter recusado…

Por palavras de um ser caricato e inimigo,
um ser ignóbil tem sempre perdão,
por que há de ser sempre filho de alguém…

Continuando fora das calçadas de quadrados de betão,
continuei o meu caminho perdendo uma amiga, um amigo…
Foi assim uma madrugada já faz muito tempo.

(André…)


(Um autêntico frenesim...)

E um químico irrompeu um corpo,
imediatamente um alarme físico,
se tornou um pensamento...

No sangue numerosas células,
e enzimas de plasmas,
reconhecem moléculas...

Numa tentativa desesperada,
mas infrutífera na protecção,
para proteger o coração...

Moléculas camufaldas,
correm ao cérebro simultaneamente,
onde se tornam esmagadoras...

Os efeitos que instantaneamente,
param por uns segundos apenas,
essa súbita inerte invasão...

Uma vez dentro do cérebro,
alaga sinapses,
chaves mestras,
impulsos aprazíveis,
ligação básica,
excitação eufórica...

Numa tempestade neurológica...

Como uma predilecção divina,
vibraram de excitações,
a sobrevivencia da espécie,
células básicas,
espiral ascendente,
ligadas divinamente...

Num momento que augura um horizonte...
Um centro de prazer,
embebido em profundidade,
sob o córtex cerebral...

Uma índole traiçoeira,
um pensamento disfarçado,
em prazer desfiador...

Um abraço à vida!
(ou será à morte?)

Uma dança concentrada,
vasos coronários,
fluído extracelular,
contractilidade cardíaca,
fibras musculares,
abracam suavemente,
o belo movimento do coração...

No meio de um fluxo,
fecha e abre,
para e roda subitamente...

A estrutura provocou,
o pensamento se avolumou,
sobre uma aura...


...um autêntico frenesim!
(André...)







(Um caminho sem fim a vista, em completo silêncio...

Caminha-lo de relance,
durante o tempo suficiente,
para começar a ver dois,
o que eu sempre quisera,
e o outro sem importância.

Pareceu-me uma coisa errada,
mas aprendi vezes sem conta,
que o mundo apesar de ser cruel,
tem a uma espantosa capacidade,
de produzir enorme felicidade.

Como estivesse a caminhar em câmera lenta.

Promenores tinham uma clareza sinistra,
completamente brancos e translúcidos,
nítido o suficiente para revelar todos os sentidos.

O caminho é a felicidade?

Tentar adianta qualquer coisa.

Porque não estou sozinho.

Acontece ao mundo e a mim pode acontecer.

A coisa mais acertada a fazer...
É caminha-lo.

(André )

domingo, 27 de outubro de 2019


(Balançado distorcido, entre o frio, gelado e quente...)

A noite vence o dia, e no caos de toda a ordem como o fogo a entrar na neve...

Onde uma gota de orvalho gelada pousada no cetim de uma pétala...

O mal completa o bem, como a mulher completa o homem...

Às íntimas razões dessa comunhão profunda do crepúsculo ao alvorecer...

Horas feitas de egoísmo e alheamento...

A grandeza do mistério, e o cerco de amor...

Nenhuma outra consciência seguira no coração na noite os transes da transmutação.

E nenhuma outra inquietação fazia um milagre.

Seduzida e contagiada...

Nesta vida o que se perde, em primeiro não é a esperança...

Qual medo, qual pudor, qual nada!

Com letras eu anoto as minhas epopeias,
que corre nas minhas veias...

Palmas, música, gritos...

Um largo espaço assim, com o mundo inteiro a vibrar para além da prisão.

E novamente o silêncio e novamente as notas roucas de um som...

Fino e agudo das notas que ficaram a ressoar nos ouvidos maravilhados.

Ou do espanto que se passara a um rumor de pura admiração?

Mais palmas ao dançarino...

Por último dançamos outra dança.

Sentimentos mal definidos...

O espectro doirado lá estava sempre,
pronto para qualquer coisa...

Ao lado dos que passam pela dor,
ou certeza de que não sentem...

O que recito não decifrado são barras de culto...

Balançado distorcido,
entre o frio, gelado e quente.

(André...)


(Estranho astro onde vivemos...)

Só um nome não conta,
numa história de vida,
para tentar entender o Mundo...

O Conhecimento...
O Universo...
O Início.

As origens são humildes,
o destino não é a eternidade,
e o espírito é a própria terra...

Somos do Povo...
Somos do Mundo...
Somos todos ricos e pobres.

(Ou devíamos ser)

A complexidade é tão simples,
que talvez a consigam decifrar,
a pequenez e a grandeza deste mundo...

...Onde somos igual a tudo...

Estranho astro onde vivemos.



(André...)

(Editar o Planeta...)

E tudo por causa de um calor, de verão...

E o final da noite não?...

Evidentemente, a causa e efeito, é da evolução.

Automaticamente, a combustão do automóvel... 

Esse estranho ser sempre móvel...

Poluidor e assassino, é provável.

Miserável, esse plástico que constrói...

Precioso bem de consumo que des-constrói...

Maré de azar, onde oceanos belos destrói.

Maquina exterior, desdém da sociedade...

Quem ao tempo chama por piedade...

Mágico profundo, que não têm idade.

Humano...

Universo?..
Morte?...
Amor?...
Nada?...
O que dizer?
Plantas,

Animais,
Parasitas,
Ancestrais.
Construiram,
Evoluíram,
Viveram,
Morreram...

Polui,
Riu,
Viu...
Consumiu.

"DESTRUIU".

(André )

30 de Outubro de 2017

sábado, 26 de outubro de 2019



(Poetry...)

Just words that hide feelings...

A baby takes a few more steps...

Words shine on the horizon...

Lighting up everything we do...

After all life is so simple and beautiful in words...

The sun rises and falls one more day...

In the end, and after all and whitout speaking...

Rigth now we all made something like...

Poetry

(André...)