sábado, 9 de novembro de 2019


(Inanimado animado são mais que palavras...)

O inverso também é válido,
uma matéria vermelha,
torna-se uma imagem...

Pode ser transformada,
em matéria tratada,
transferência de qualidade...

Inanimado sonho,
prezada linguagem triste,
entre um futuro presente...

Foi-se levantando,
um mundo desvendou-se
completamente luminoso...

A cabeça e não pés,
pura e simplesmente,
porque existe...

Marés de sensações,
sempre intensas
sempre resolvidas...

Uma protuberância insana,
beleza que me fez pensar,
para os meus infortúnios...

Animado em êxtase frio,
uma existência mútua,
ambos estudados mutuamente...

Estar vivo simplesmente,
vivo por inteiro,
num breve momento...

Se dormir fico vazio,
mas se acordar,
ela renascerá...

Então não penso,
não fingo,
vivo...

Inanimado animado são mais que palavras.

(André...)


(Cheio de amor para nos dar...)

Um pensamento veio sem pedir permissão...

O planeta é um ser vivo ou não?

Todos sabemos que o sector empresarial e o sector político, não está interessado na salvação do planeta...

Apenas correm atrás cor verde que move a sociedade...

O cidadão comum, na sua preocupação pela sobrevivência deste belo e "forte planeta"...

Ou será pela sobrevivência desta bela e frágil nossa espécie?

Seja como for, esta fina camada de crosta terrestre, urbana ou selvagem...

Já sofreu muito, até demais...

Por isso está na hora, de elevar este belo planeta...

Este mesmo onde vivemos...

Não a um inferno, ou mesmo a um paraíso...

Não a um património, seja ele cultural,
seja ele mundial...

De uns quantos poderosos, que vêem nestas situações, oportunidades de negócios e poder...

Está na hora de mudar a mentalidade e rápido...

Tem de ser...

Foi este planeta que nos criou e cria...

É ele que nós protege e alimenta...

É ele que nos dá tudo o que precisamos...

E está na hora de o considerar...

Ou até mesmo esse sentir, esse sentimento que tanto se fala...

Um membro da nossa espécie...

Um igual..

Um deus com os seus poderes...

Um amigo...

Um familiar com todos os seus defeitos e humores...

Um ser vivo acima de tudo...

Cheio de amor para nos dar.

(André...)














sexta-feira, 8 de novembro de 2019



(Viva a liberdade...)

Cada vez mais se torna impossível navegar na internet...

Ser assediado visualmente por pobre informação e sabedoria finita...

Um vírus por todas as redes sociais...

A internet quando na sua criação foi no intuito de criar uma livre circulação de dados...

E porque acabar com isto?

A solução não é tão simples como apenas excluir ou impedir alguém de dizer o que pensa...

Que alimentem o crescimento humano da Internet...

Temos que insistir em políticas...

Não polícias...

Responsabilizar os que estão no poder quando restringem a fala e o acesso...

Essa maneira de forçar os corpos a andar...

E com isso calar as mentes...

Não podemos ser mais excluídos e assediados e silenciados...

Histórias que já estão à margem da sociedade...

A internet conectou e encantou e mudou...

De maneira que poucas coisas conseguiram fazer ao longo da história humana...

É um recurso importante e vasto e muito poderoso...

E claro que devemos fazer todo o possível para garantir que não seja controlado...

Ou mesmo explorado por aqueles que desejam riqueza e poder e lazer...

E para que as gerações futuras tenham um cenário on-line que valorize...

Sim valores...

A preservação e o desenvolvimento humanista e gratuito...

Não pudores...

A falsa promessa e a salvação de tudo em troca de pagamento...

Viva a LIBERDADE!!!

(André...)


(Todos os dias acordo assim,com um sentimento de...)

...não sei!

Não sei mesmo...

As vezes que vou interiorizar,
um querer idealizado de,
um querer acreditar de,
um querer amado de,
um querer voltar a sonhar...

Isto é só um falar...

Dos dentes para fora,
que hoje é o dia de,
ver e não de olhar,
e parece que vou ter de,
esperar o resto da vida...

Saber o que ver...

Por isso é eu vos digo,
que nesta pouca terra,
essa loucura levou,
para longe demais...

Todos os dias acordar assim, com um sentimento de...não sei!

(André...)





(A dançar com a lua...)


Estrelas que estão no céu,
essa força invisivel que me chama...

Onde sopram ventos loucos,
e à minha frente se arrastam...

Vi um ser,
destroçado,
uma estrela a desaparecer...

Caiu num buraco negro,
e deixei de a ver...

Por um atalho,
numa linha recta,
procurei entrar dentro do buraco...

Senti-me num castigo,
quase divino,
estar perdido,
ser pequenino...

Um rio lágrimas no chão,
dos olhos vão cair na terra...

Caí no chão,
eis-me agora,
de mãos na cara,
a arder de não...

Resta a lua brilhante,
na minha vida brilhar...

Encontrar o entroncamento,
neste vazio,
e tormento...

Nesta terra sem luz,
só escuridão,
a dançar com a lua.

(André...)









(O sonho...)

O sonho...

Essa luta incessante,
para a manutenção,
do status social,
da boa condição...

Numa tensão frágil entre máscaras...

O sonho...

Os limites do subjetivismo humano,
como o sujeito angustiado,
com sua própria existência...

Pode ir,
e pode chegar...


O sonho...

Quando a vida simplesmente simples,
e cheia de planos...

No teatro das representações sociais,
apenas pode sonhar.

O sonho,
e citando as palavras de um ninguém...

... “o homem civilizado trocou um quinhão das suas possibilidades de felicidade, por um quinhão de segurança”...

O sonho...

Terra prometida sempre adiada,
porque o sonho...

Nasce..!

Cresce..?

Morre..!

Para que possa outro sonho...

Nascer..!

Crescer..?

Morrer...

O sonho!

(André...)




(Por simplesmente criar antes de construir...)

Cada bela imagem sonhada,
o trabalho dos sonhadores...

Intimas com o deserto,
tão em paz com o indomado...

A circunferência dos pensamentos coagulados...

A presença deles exige cada letra
palavras amadas em linhas,
cada frase idealizam...

Digitalizam como sinais de vida,
como respirar por conta própria,
espaços em branco com rima...

Com criadores de guerras humanas,
dar à luz o momento presente,
depois do momento passado...

Pronuncia o sagrado...

Poesia é oxigênio....

Não sei como já respirei antes sem ele...

O ar é rico...

O vento traz idéias...

Esta química quebra a ligação,
a relação que conhecemos,
a reação liberta as palavras,
elas explodem e transbordam...

Frases pouco a pouco emergem,
até que se estabeleçam,
neste martelo e escopo...

Com palavras,
encontro liberdade,
perdida nas imagens,
formadas na minha imaginação...

A minha única luz,
vulnerabilidade é o meu poder,
encontro isso quando escrevo...

Produzir eletricidade,
que gera as palavras,
que é independente,
na direção das minhas mãos...

Eu seguro o martelo,
em direção ao escopo,
apenas mais uma e outra vez...

Por simplesmente criar antes de construir.

(André...)