(Na luz do farol onde o mundo acaba e recomeça...)
Esse teu cabelo solto,
em cada manhã de insónias,
quando o farol nunca se apaga...
em cada manhã de insónias,
quando o farol nunca se apaga...
Nesse farol ser tudo o que quisermos,
neste meu corpo que já é o teu corpo,
onde descansas de todos os teus medos...
neste meu corpo que já é o teu corpo,
onde descansas de todos os teus medos...
Adivinho-te na escuridão em cada poro,
a ternura que se solta no teu suor,
na dor prazerosa que abraçamos juntos...
a ternura que se solta no teu suor,
na dor prazerosa que abraçamos juntos...
Onde qualquer pretérito é o nunca,
e o nunca será mais-que-perfeito,
mesmo que o coração seja imperfeito...
e o nunca será mais-que-perfeito,
mesmo que o coração seja imperfeito...
Imperfeição que seja uma constante,
a cortar-nos a pele em mil palavras,
só percetíveis quando nos corta a carne...
a cortar-nos a pele em mil palavras,
só percetíveis quando nos corta a carne...
Agora dispo o moralismo que me condena, incompreensão que é tão adornada,
vontade de crescer e a vontade de viver...
vontade de crescer e a vontade de viver...
Porque a luz que sinto fora de mim,
é a mesma que sentes dentro de ti,
qualquer força desfalece assim...
é a mesma que sentes dentro de ti,
qualquer força desfalece assim...
Talvez a luz do farol volte a acender,
e possamos navegar os oceanos,
que só existem escondidos dentro de nós...
e possamos navegar os oceanos,
que só existem escondidos dentro de nós...
Com essa simplicidade que espero fugir,
aos demais enganos dos normais,
por isso decidi escrever esta carta de...
aos demais enganos dos normais,
por isso decidi escrever esta carta de...
Dentro de nós existe a palavra mais rara,
existe em simultâneo em todas as partes,
na luz do farol onde o mundo acaba e recomeça.
(André...)

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