sexta-feira, 15 de novembro de 2019
(Naquele pedaço de couro castanho, com um rebordo dourado ou então uma aparição.)
Um pobre homem,
caminhava por uma praia,
não desejava ser animado,
apenas sem responder,
na obscura esperança,
sem mesmo olhar-se,
foi sentar-se na areia,
escolhida com cuidado....
Enquanto isso,
em cima de uma rocha,
o homem respirou...
Lançou um olhar de curiosidade...
Um volume maciço encadernado,
em macio couro castanho,
marcado com rebordo dourado...
Moveu cuidadamente as páginas,
uma palavra isolada,
uma frase acima,
sete linhas abaixo,
um parágrafo ali...
Endireitou os ombros...
Animou-se...
Chegou a uma conclusão...
Que o livro não o interessava,
e deparou com a compreensão...
Rico homem aquele,
que com crescente coerência,
a leitura daquele livro,
não a recomeçou...
Naquele pedaço de couro castanho,
com um rebordo dourado ou então uma aparição.
(André...)

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