segunda-feira, 11 de novembro de 2019


(Que deviam ser gelo...)

Uma brisa de gelo passou vagarosamente...

Uma após outra...

O som do gelo 
a queda de rios,
som de ventos e mares...

Campos suaves,
lençóis brancos de água,
fogo de gelo puro...

Eu pensei em tudo,
dormir por turnos,
e ainda minto...

Consigo dormir,
nas melodias dos pássaros...

Preciso ouvir,
os pronunciados das árvores de gelo...

Quero sentir
os choros melancólicos das palavras...

Mesmo assim ontem à noite,
e mais duas noites achei estranho...

E não podia entrega-me assim tão facilmente...

Então dormi...

Então ouvi...

Então senti...

Que sem o fogo,
qual é a riqueza do acordar?

Venham queridas musas,
de novos pensamentos,
que deviam ser gelo.

(André...)

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