Torna-se um círculo,o buraco que contém tudo.
Ventre, partes do corpo que ninguém pode ver.
Como quem sai de um buraco,de um vale azul,um mar.
No escuro,vi aquele corpo como uma concha delicada.
Ou um engano macio,como este meu polegar curvo contra os lábios dela.
O pó da ribalta.
Olhar sem olhar para fazer o círculo perfeito.
O primeiro sangue da terra.
Como os pássaros amam,um vestido de seda,um correio aéreo,um vermelho animal,cinzas tatuadas na cabeça.
Aquela respiração de borboleta,que liberta aromas, os seus segredos,aquele pólen que escurece na boca.
As dobras da pele.
Ela abaixou-se,e vi as partículas da poeira.
Havia uma partícula selvagem.
Foi glorificada pela distância e a calibração do esquecimento.
Então vi uma partícula pendurada.
Uma linha,uma mente que deve ser um líquido contínuo cego.
Até que o desejo esteja completo.

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