Ir atrás deste mero fragmento...
Todos os dias a madrugada encontra-se nua...e perguntou-me, se não se perdeu inteiramente na noite, a suas roupas, os preceitos, preconceito, individualidade.
O que vem da preposição, do amor, interioridade penetrada. Nesta nova e repentina abertura, há...carne viva ao vento.
A guerra branca da neve contra o vento.
A neve que cobre tão soberbamente apenas os topos com o encantamento.
Às vezes, é através do lado enigmático que encontramos-nos mais nus.
Na suspensão da nuvem que flutua no ar prateado, animados por nada mais mágico como a ressurreição.
Ouvir o eco de uma luz fraca, fria da origem ao viajar até nós.
Do nosso centro, não podemos ver além do fraco crepitar do brilho de fundo.
Além dessa margem escura, uma história sobre sofrimento.
E não porque sofremos, mas porque essa é a história que nos ensinaram a pensar...
O chão balançou como um trampolim, uma voz ameaçadora riu de um deus.
E aqui está a tua sombra, que caiu no buraco, caiu num dos esgotos e na distância alguém dormiu numa laje de pedra, era um corpo enrolado para o lado descoberto por algum cobertor.
Uma metáfora, a neve também é uma metáfora, encontrarmos-nos inteiros e sagrados, vivos e respirando. Corpos cobertos de branco, aquecem, congelam.
Somos todos rígidos com isso. Sobre a história, algo diferente...
Algo sobre a chuva, o som dela, como é andar em direção ao paraíso...
A melancolia...
a carne manchada...
a esperança...
a dor de afinal...
afinal é no coração que existe a fonte de nosso maior sofrimento...
O coração é aquilo sem o qual não podemos viver...deve estar inteiro, intacto...aninhado atrás, dentro, pode ser esculpido em uma lasca de si mesmo e pode viver de alguma forma, ir atrás deste mero fragmento.