quinta-feira, 31 de outubro de 2019




(Enfrento sempre o pesadelo para falar comigo mesmo...)

Não defino claramente a abordagem a ser adotada, e isso deixa-me oprimido...

Numa falta de clareza sobre o resultado desejado...

Uma palavra que uso para alcançar um pensamento...

Curvo-me na mente, onde é a minha única opção...

Já provei a mim mesmo, vezes sem conta que esse caminho não funciona....

Como as vezes digo...

Se não podemos correr para a lua em busca do pôr-do-sol...

Então é uma estupidez fazer a mesma coisa repetidamente...
Como posso encontrar um resultado diferente?
Por isso assumo que o resultado é certo, de 
certa maneira abstracta...

Inibo a minha capacidade de fazer a escolha certa, em torno dos meus primeiros pensamentos...

O meu pressupor pode ser um problema, se o meu cronograma forem apenas no começar...

E decido que ninguém...

Ninguém na história do universo jamais sonha como eu...
Como posso oferecer opções para assumir os sonhos que mais amo?

Quero, e tenho de crescer...
Quero, e tenho sonhar...
Quero, e tenho ser...
Quero descobrir que ainda existem conversas, pessoas e pensamentos que me inspiram...

São aquelas que não mudam os meus sonhos...

Porque longo é caminho para apaziguar os meus pesadelos...

Eu sei...

Converso comigo mesmo mais do que qualquer outra pessoa...
Sobrecarregado ou parado...
Numa linguagem que eficazmente será uma combinação de incerta clareza ...

Então encontro motivação e empoderamento para voltar a sonhar...
Aí então...

Enfrento sempre o pesadelo para falar comigo mesmo.

(André...)



quarta-feira, 30 de outubro de 2019


(Pela boca dos outros somos...)

Em criança perguntaram-me,
o que eu queria ser...

E a minha resposta foi...

"Quero ser um nada,
absolutamente um nada."

Mas realmente o que queria dizer,
é que queria ser um tudo.

Tudo aquilo que fui, sou e serei,
apenas um grande nada.

E agora sei que o sou,
um grande nada nesta vida,
em que somos tudo...

Parafraseando linguisticamente a mim mesmo...

"Sou uma merda,
mas ao menos sei a merda que sou."

Pela boca dos outros somos.

(André...)

terça-feira, 29 de outubro de 2019




(Apenas posso dizer que foi, é e será sempre a poesia…)

Nesta poesia quer queira quer não queira…
Não passo de um composto de míseros átomos…

Pixels que vão ser esquecidos…
Algoritmos que serão perdidos...

Mudar de sorte o mundo como quem não a quis…
Mudar o mundo?
Para que mudar…?

O que todos os dias procuro…
Eu encontro…

É o paraíso em qualquer lugar...
Um calor que sobeja em cada canto…
Que é por dentro que faz-me sentir feliz…

Não sentir aquele frio ao querer…

E o tempo que foi perdido entre os anos…  
Hoje e ontem sem destino marcado…

Uma estação de todos os climas que mal se avista…
Chegar longe no caminho e ser…

Ser quem quero no amanha e no hoje…

Do lugar de onde venho…
Nem sempre pertenço…
Onde vou sempre pertencer…

Num tom alto e mais que erudito…
A minha mente eu declamo…
Como uma alma antiga eu reclamo…

E sem hora marcada…
Tem de ser assim…

Provavelmente neste caminho terei essa sorte…
Porque não?

Mascaras de falsas humildades…
Essas correm os mundos perdidos nos colos das almas…

Mentiras de outros…
São construídas pelos sentimentos das sombrias desculpas…

Maravilha esquecida…
E que só eu a contemplo…

Memoria absorvida…
Lembradas pelos patamares do tempo…

Tudo preto no branco…
Olho para o mundo de uma forma igual…

Liberdade para todos…
Comida para todos…
Bebida para todos…
Saúde para todos…
Sonhos para todos…
Vícios para todos…
Sexo para todos…

Saudade de todos…
Resumindo a mais pura felicidade…

Afirmo isso com a maior da certeza…

Riquezas não as quero ver…
Fama muito menos a ter…
Reconhecimento nem vê-lo...
Felicidade dou a quem pedir…

Mostro o agora e aquilo que quero ver…
Se for difícil de compreende-lo…
Só quero o prazer de sentir…
Sem em troca nada pedir…

Ganhar só se o for para sempre…
E amar só se for o que sinto…

Não ser derrotado pelo que sentem por mim…

O que vivi foi inteiro e puro…
Agora percebi vi tudo…
Já vi as almas e já vi  o planeta mudo...

Foi comigo que eu aprendi…
Já tardia e erradamente agora percebi…
Que não é comigo que vou estar…
Leiam agora aquilo que quero dizer…

O poder de amar loucamente a poesia e alguém…
O sentir da pele macia de alguém em poesia…
O calor do corpo de…

E eu pergunto-me?
Quem é esse alguém?

Ninguém tem a certeza…

APENAS POSSO DIZER QUE FOI, É E SERÁ SEMPRE A POESIA.

(André..)


segunda-feira, 28 de outubro de 2019


(Foi assim uma madrugada já faz muito tempo...)

Em vez de desejo foi o cinzento dos céus,
criado por talento numa escada de um templo,
e nisto falar com um deus…

Uma voz disforme que até era amiga,
que fez a minha cabeça num outro divagar
por pensamentos de raios parta a vida…

Que eu queira a liberdade,
em semear grandes ilusões,
que não é mais do que uma hora de utopia…

Andar pela rua de uma cidade em busca da liberdade,
quase num estado de ansiedade em forma de papel,
escritas com 3 palavras e apenas são palavras…

Calçadas de pedra  branca e preta,
num caminho de losangos entre abertos,
de corpos vestidos por pergaminhos de cânhamo…

Encontrar florestas rodeadas por quadrados de betão,
um lugar onde choviam pingas grossas de um pedido,
onde um dia o desejo foi perdido e eu peco por ter recusado…

Por palavras de um ser caricato e inimigo,
um ser ignóbil tem sempre perdão,
por que há de ser sempre filho de alguém…

Continuando fora das calçadas de quadrados de betão,
continuei o meu caminho perdendo uma amiga, um amigo…
Foi assim uma madrugada já faz muito tempo.

(André…)


(Um autêntico frenesim...)

E um químico irrompeu um corpo,
imediatamente um alarme físico,
se tornou um pensamento...

No sangue numerosas células,
e enzimas de plasmas,
reconhecem moléculas...

Numa tentativa desesperada,
mas infrutífera na protecção,
para proteger o coração...

Moléculas camufaldas,
correm ao cérebro simultaneamente,
onde se tornam esmagadoras...

Os efeitos que instantaneamente,
param por uns segundos apenas,
essa súbita inerte invasão...

Uma vez dentro do cérebro,
alaga sinapses,
chaves mestras,
impulsos aprazíveis,
ligação básica,
excitação eufórica...

Numa tempestade neurológica...

Como uma predilecção divina,
vibraram de excitações,
a sobrevivencia da espécie,
células básicas,
espiral ascendente,
ligadas divinamente...

Num momento que augura um horizonte...
Um centro de prazer,
embebido em profundidade,
sob o córtex cerebral...

Uma índole traiçoeira,
um pensamento disfarçado,
em prazer desfiador...

Um abraço à vida!
(ou será à morte?)

Uma dança concentrada,
vasos coronários,
fluído extracelular,
contractilidade cardíaca,
fibras musculares,
abracam suavemente,
o belo movimento do coração...

No meio de um fluxo,
fecha e abre,
para e roda subitamente...

A estrutura provocou,
o pensamento se avolumou,
sobre uma aura...


...um autêntico frenesim!
(André...)







(Um caminho sem fim a vista, em completo silêncio...

Caminha-lo de relance,
durante o tempo suficiente,
para começar a ver dois,
o que eu sempre quisera,
e o outro sem importância.

Pareceu-me uma coisa errada,
mas aprendi vezes sem conta,
que o mundo apesar de ser cruel,
tem a uma espantosa capacidade,
de produzir enorme felicidade.

Como estivesse a caminhar em câmera lenta.

Promenores tinham uma clareza sinistra,
completamente brancos e translúcidos,
nítido o suficiente para revelar todos os sentidos.

O caminho é a felicidade?

Tentar adianta qualquer coisa.

Porque não estou sozinho.

Acontece ao mundo e a mim pode acontecer.

A coisa mais acertada a fazer...
É caminha-lo.

(André )

domingo, 27 de outubro de 2019


(Balançado distorcido, entre o frio, gelado e quente...)

A noite vence o dia, e no caos de toda a ordem como o fogo a entrar na neve...

Onde uma gota de orvalho gelada pousada no cetim de uma pétala...

O mal completa o bem, como a mulher completa o homem...

Às íntimas razões dessa comunhão profunda do crepúsculo ao alvorecer...

Horas feitas de egoísmo e alheamento...

A grandeza do mistério, e o cerco de amor...

Nenhuma outra consciência seguira no coração na noite os transes da transmutação.

E nenhuma outra inquietação fazia um milagre.

Seduzida e contagiada...

Nesta vida o que se perde, em primeiro não é a esperança...

Qual medo, qual pudor, qual nada!

Com letras eu anoto as minhas epopeias,
que corre nas minhas veias...

Palmas, música, gritos...

Um largo espaço assim, com o mundo inteiro a vibrar para além da prisão.

E novamente o silêncio e novamente as notas roucas de um som...

Fino e agudo das notas que ficaram a ressoar nos ouvidos maravilhados.

Ou do espanto que se passara a um rumor de pura admiração?

Mais palmas ao dançarino...

Por último dançamos outra dança.

Sentimentos mal definidos...

O espectro doirado lá estava sempre,
pronto para qualquer coisa...

Ao lado dos que passam pela dor,
ou certeza de que não sentem...

O que recito não decifrado são barras de culto...

Balançado distorcido,
entre o frio, gelado e quente.

(André...)


(Estranho astro onde vivemos...)

Só um nome não conta,
numa história de vida,
para tentar entender o Mundo...

O Conhecimento...
O Universo...
O Início.

As origens são humildes,
o destino não é a eternidade,
e o espírito é a própria terra...

Somos do Povo...
Somos do Mundo...
Somos todos ricos e pobres.

(Ou devíamos ser)

A complexidade é tão simples,
que talvez a consigam decifrar,
a pequenez e a grandeza deste mundo...

...Onde somos igual a tudo...

Estranho astro onde vivemos.



(André...)

(Editar o Planeta...)

E tudo por causa de um calor, de verão...

E o final da noite não?...

Evidentemente, a causa e efeito, é da evolução.

Automaticamente, a combustão do automóvel... 

Esse estranho ser sempre móvel...

Poluidor e assassino, é provável.

Miserável, esse plástico que constrói...

Precioso bem de consumo que des-constrói...

Maré de azar, onde oceanos belos destrói.

Maquina exterior, desdém da sociedade...

Quem ao tempo chama por piedade...

Mágico profundo, que não têm idade.

Humano...

Universo?..
Morte?...
Amor?...
Nada?...
O que dizer?
Plantas,

Animais,
Parasitas,
Ancestrais.
Construiram,
Evoluíram,
Viveram,
Morreram...

Polui,
Riu,
Viu...
Consumiu.

"DESTRUIU".

(André )

30 de Outubro de 2017

sábado, 26 de outubro de 2019



(Poetry...)

Just words that hide feelings...

A baby takes a few more steps...

Words shine on the horizon...

Lighting up everything we do...

After all life is so simple and beautiful in words...

The sun rises and falls one more day...

In the end, and after all and whitout speaking...

Rigth now we all made something like...

Poetry

(André...)





(Baco...)

Zeus...

Agora o deus dos céus de raios, num relâmpago que mantêm a ordem, justiça nas suas cidades.

Ordenou que um Tita fosse agrilhoado, onde todos os dias uma águia ia comer-lhe o fígado.

Coitado do Phrometeus!

Prometheus...

Cujo nome significa “previsão” era muito prudente, mais ainda que os próprios deuses.

Representação da liberdade humana, que leva o homem a enfrentar com orgulho o seu destino.

Duramente castigado, tomou ao Olimpo o segredo do fogo para o entregar ao Homem.

Homem...

Aquele que mostra que todos estão agrilhoados ao rochedo e gritam de ódio juntos, impotentes...

No mundo de hoje não é recomendável!

Mas se os deuses Romanos fossem louvados?

Seria tudo muito mais divertido...

Não seria muito bem visto pela nossa sociedade politicamente correta e moralista...

Uma orgia dentro da igreja em louvor a Baco!

Baco...

(André...)
13 de Março de 2019


(Talvez seja por causa de uma apetência parva ao fim e no fim tão simples...)

Mas na realidade sou daqueles a quem o escrevinhar, em vez de enfurecer ou sufocar, nasce de um momento redobrado ao quadrado gosto pela vida.

Às vezes até tenho a certeza, que o momento atiçam brincadeiras e anáforas, comparações e junções.

Por esse ocasional desperdício de força e substância...

Por esse risco desmedido, sem medo de  contrair algum mal.

No fundo talvez seja por obra e graça do pensamento, da realidade ou de outrem ou ainda pior.

Que já não tem finais, só recomeços.

Que ja não causam espanto...

Explicações e parágrafos?

O prazer de não bajular como sobreposição, adoptam essa presença.

O mesmo tom universal em dedicatórias aos actuais grandes de outros tempos...

Como se fosse possível julgá-los?

Ensinamentos de bom agrado...

São os ossos do ofício...

Para não deixar distrair o sentido da palavra...

À caça dos erros de sublimação...

Ao alinhamento de três pontos...

Ou às maiúsculas que se escondem...

Na alma e no coração...

Talvez seja por causa de uma apetência parva para ao fim e no fim tão simples.

(André...)









(E isso pode ser mais que suficiente...)

Uma palavra e uma imagem, demonstra que tudo um simples jogo de cartas, cartas deitadas ao acaso numa mesa.

Nesse jogo, esses jogadores incapazes de escapar á moralidade que infecta o homem comum.

Preparados para perderem toda a sua humanidade para o bem (ou mal) das suas próprias verdades (ou mentiras).

São o tipo de criaturas que nos sonhos se conseguem enquadrar, uma afinidade que nos faz ser previsívelmente atraídos para esse jogo, como uma mariposa pela luz de uma lâmpada.

E sonhar com alegrias, enquanto famílias marcham para mortes prematuras, corpos alimentados por desgraça.

As crianças choram na campa dos cadáveres de seus pais, pais que choram na campa de seus filhos.

O que é passado é passado...

Não se deve deixar que várias emoções ensombrem a razão, como todos os que sobreviveram o fizeram.

Talvez essa seja a maneira de fazer as coisas, aliás, não somos, nem podemos ser justiceiros que apelam por justiça pelas próprias mãos.

Não podemos correr o risco de nós tornarmos naquilo que desprezamos...

Um dia o mundo vai descobrir quem são os verdadeiros prejudicados, quando a razão chamar pela verdade, do que se passa pelos corredores da morte da vida.

Quando se descobrir que pode ser suficiente apenas a verdadeira natureza humana...

E isso pode ser mais que suficiente.

(André...)

26 de outubro de 2017

sexta-feira, 25 de outubro de 2019


(Aqui está uma coisa difícil de interpretar...)

Eu vou sempre apresentar os meus pensamentos desta forma quase disforme ou pouco literária.

Certas coisas, só podem ser espostas da maneira mais honesta, e possível.

Porque eu apenas aceito que, se não aceitarem isso, eu consigo aceitar, não aceitem o que escrevo, aceitem o que vos deixo aqui escrito.

Na realidade até sou mais um comum mortal, sem nenhum talento especial (execpto escrever o que penso que sinto), e claro que vou deixar isso assim (talvez começar declamar o que escrevo não seja uma má ideia).

E inocentemente, não acho que isso seja, de forma alguma, uma interrupção ou mesmo uma má interpretação, da ou na minha vida, ou na minha maneira de ver o mundo ou nas poucas relações pessoais que posso apresentar.

Só queria que todos fossem livres, loucos e idiotas, loucas e parvas ou as duas coisas em conjunto, ou não façam nada.

E apenas expressem o que estão a sentir...

Sejam únicos ou então procurem a origem da originalidade de outros, mesmo que isso não seja o correcto.

Pensando bem nisso, e no confim do pensamento, o que é o correcto nos dias de hoje?

Aqui está uma coisa difícil de interpretar...ou não!



(André...)




(Reflexão Mecânica...)

Onde dois e dois são sempre quatro,
três e três são sempre seis.

Conformados com equações simples,
sabemos exatamente o que podemos fazer.

Entretanto chega a normalidade do ser,
e o respeito às normas da vida.

Entendo que esta reflexão é mecânica,
e racional demais.

E vejo a vida como um sistema solar,
um pouco injusto...mas muito funcional.

(André...)


(A minha maneira de ser...)

Todos Nós, feitos escravos, acabamos sempre por aprender a fazer batota, com a nossa maneira de ser.

Talvez possa ser estranho, ontem nas ruas como qualquer pessoa, olhei para a estrada despreocupadamente.

De repente vi que estava feliz, mortalmente feliz, mas tão feliz, que me parecia ser impossível, viver amanhã, não porque a felicidade fosse excessiva, mas porque seria?

E pensar na ida e na volta sempre prematura, e o desvendar de palavras não ditas não era coisa que assustava.

Mas as ditas, essas sim, essas que tanto me elevam, que assistam, que me levam pelos vários caminhos de vertentes astutas.

Mas esqueço a razão, tal como a razão esqueceu.

Imaginei que tudo era apenas reflexo do nevoeiro.

Perturbei-me!

Mas lá no fundo, sei que também é.

A minha maneira de ser!

(André...)




(É Ter ou não ter...)

Eu não tenho nenhum exército,
nem tenho um palmo de terra.

Não tenho nenhuma pistola,
nem tenho um gume de espada.

Não tenho nada,
além daquilo que está na minha mente...

O sangue que corre nas ruas,
e os deuses que pairam no paraíso.

Todo o filho que sofre,
toda a mãe que chora.

Então tenho tudo,
além daquilo que está na minha mão...

É ter ou não ter.

(André...)


(Aquela imagem, como uma miragem, uma visão reflecte-se no olhar...)

Pronto a arrancar, arrebatar, derruir, desfazer, desflorar, desfolhar, despedaçar, dissipar, dissolver, lacerar, prostrar, rasgar, rebentar, quebrar.

O homem é levado insensatamente,doido, doidamente, doidejar, endoidar...

E em várias ocasiões esta inevitável, quanto á inútil atitude humana, a reflectir sobre a sua sorte, a meditar no seu passado e a pensar no seu futuro...

Aquele cismar, cogitar, meditar, pensar, pensamento, colocam-se em pontos nevrálgicos.

Surge assim a saudade pelo tempo perdido, e uma inquietação por vezes obsessiva, e cheia de temor, pelo que nos espera...

Toda a gama de palavras que exprime uma profunda obsessão, medo, pavor e pavidamente, pesadelo, receio, terror.

Perante uma realidade sempre atormentada, é a procura no conforto na insensibilidade...

A fuga mais imediata está no sono, adormecer, dormir, dormitar e no sonho, sonhar, sonho, sonhador...

Porque só atenuando as nossas capacidades perceptivas, nos podemos defender das feridas do mundo...

Inútil a qualquer esforço de prisão, qualquer luta, porque sabemos que o homem está vencido à partida, equivale a uma rendição, deixar, cessar, fenecer, sumir, para poder no fim chegar, ao esquecimento.

Imagem de vida não desejada aqui como ausência de percepção,não ouvir, nem ver...

Apenas o sentir insistentemente no desejo que atinge todo o homem, depois de uma longa teoria de derrotas e desilusões...

E o único sonho verdadeiro que nos
restabelece da fadiga de viver, muitas vezes
abandona-se a condições de fraqueza.

Então como um espelho de água iluminado pelo sol, mostra que a realidade tem contornos instáveis e indecisos...

Na sua aparência moldável e irmpressível, na sua mutabilidade incessante, ela encerra um abismo pronto a engolir-nos, afogar, afundir, alagar, submergir, todos ligados ao amanhecer.

Até que um beijo atinge, pela via metafórica, a carne macia e palpitante da mulher...

Do fluir imparável do tempo, que conjuga-se com uma visão da realidade que não é menos flutuante, fugidia e indefinível...

Porque o é, num perpétuo movimento...

Aquela imagem, como uma miragem, uma visão reflecte-se no olhar.

(André...)



(Por um instante pensei em refugiar-me em Marte...)

Até penso tão pouco, como o comportamento de deuses e deusas indecifráveis, podem mudar o mundo. Mas logo compreendo que o refúgio não é uma solução credível.
Longe disso...Só quero simplesmente envelhecer, onde a Morte possa coroar o meu caminho, ao encontro de grandes círculos de fogo, e no crepúsculo desta alvorada, devo esta variação quase atroz, apenas a mim mesmo.
Posso dizer que conheço muito bem, o que muitos ignoram...A incerteza, a mentira, a humilhação, a solidão, e compreendo que eu próprio também sou uma aparência, e não receio meditar sobre esses privilégios anormais, e descobrir em todas as vezes, que a vida é um mero simulacro.
A verdade? A verdade é que não podemos ser mais um ser. Não podemos ser apenas uma projecção do sonho de outros. E apesar de ser mais um animal que percorre este mundo a procura de algo, vivemos num mundo vertiginoso onde a aparência é parte da realidade, onde os costumes estão saturados de acasos, e quiçá também, de alguma misteriosa monotonia.
Os nossos eruditos, parece que inventaram um método para corrigir os acasos e a monotonia. Uma abominável desordem nas nossas vidas, puramente tradicional, hereditária e camuflada, que nunca existiu, nem nunca existirá, onde nos é possível negar ou afirmar, a realidade desta vida tenebrosa, não é outra coisa senão um infinito jogo de acasos.
Agora, e mais que nunca, precisamos de um novo propósito, um novo caminho ou talvez seja a única solução.
Amor...
Arte e ...
Loucura.
Ou como disse Bukowsky:
"...o verdadeiro, seria a cúpula do belo e do bem, o lugar de todos os saberes...", ou não.
Por um instante pensei em refugiar-me em Marte.

(André...)

quinta-feira, 24 de outubro de 2019






(Inconscientes presentes estão os serviços de saúde...)

Na porta de entrada de um hospital,
existem todos os limites e possibilidades,
definidos pelos processos intersubjectivos...

Para o exercício da solidariedade,
para o desenvolvimento da cooperação,
e para a produção do cuidado com a vida...

Em contraposição existe a carência,
utilizada pelos governantes como forma,
encobridora da adversidade da demanda...

Num processo de múltiplas negações,
do sofrimento social à negação,
da condição de humanidade dos pacientes...

Onde representa muitas fontes de sofrimento,
a pressão para trabalhar mal,
o risco de não identificar o risco de vida...

O lidar com a violência e morte,
e o não reconhecimento do bom trabalho,
entre outras e outras coisas.

Estratégias de defesa do sofrimento corroem...

Aliadas a outros fatores,
a esperança nos espaços de solidariedade,
a cooperação e o cuidado com a vida...

Outras que no entretanto indicam,
algum grau de ilusão e idealização,
subsistem junto com a busca pela cura...

Outros podem abrir algumas brechas,
para a transformação do cotidiano,
nos valores dos serviços de saúde...

Para todos aqueles no seu sofrimento,
entre abertas estão aquelas portas,
dos serviços públicos de saúde...

Inconscientes presentes estão os serviços de saúde.

(André...)





(Um lugar onde se possa naufragar...)

Eu quero olhar para trás,
apenas o desejo de muito,
um olhar para a frente...

Passado,
presente,
futuro.

E ainda assim eu estou,
com dificuldade em olhar aqui,
no que está certo na minha frente...

Feliz em procurar,
tal e qual uma mosca,
pressionando-se contra o vidro...

Como um anjo que cai,
que perde as suas asas,
num planeta distante...

Uma inspiração submissa,
começou no fracasso de palavras,
ou em qualquer outro momento...

Para cima,
para baixo,
lateralmente.

Bastante inclinado,
momento que já não existe,
um lugar onde se possa naufragar...

...na verdade!

(André...)



(Apenas um planeta...)

Assumindo que estes vestígios,
são de responsabilidade de sentimentos,
inscritos suavemente numas linhas,
ou entrelinhas de certas vidas...

...apenas neste planeta.

Gostaria de uma proposta fazer,
que ajudem o próximo não deixar de ser,
apenas mais um ser insignificante,
para passar a ser um ser signicante...

...apenas neste planeta.

Para todos estes efeitos,
até podem ser escrutinadas vidas,
de modo a encontrar vestígios,
que seriam essas vidas se fossem espelhadas?

...apenas neste planeta.

À medida que a vida é questionada,
embora outros instintos e escritos,
serão analisados em premonitória,
para uma melhor intuição dos seus objectivos...

...apenas neste planeta.

Essa única página de um livro dos tempos,
e delineado pode obter um sentido duplo,
tanto de afirmar a falta de motivação,
para levar certos sentimentos só para si...

...apenas neste planeta.

Pelo que teria sido num tempo delineado,
como designar uma temática alegre da vida,  desses escritos cheios de sentimento,
em tempo próprio ele apenas agrada...

...apenas neste planeta.

Com uma quantidade de palavras,
cronometrados pela mente,
e agora são estes os tempos,
que não delineiam nenhuma vida...

...apenas um planeta.

(André...)

(Amor, o é...)

O amor não é uma fusão,
não é uma mercadoria,
não é uma relação,
não é uma mensagem,
não é uma perfeição.

Contrário da actração,
não nasce na ocasião,
encontra alegria no outro,
razões para se sentir confiante.

Amor esse...
não procura ocasiões,
ama apesar das razões,
sem garantias,
nem bilhete de regresso.

O único valor,
é não ter qualquer valor,
é não ser amado,
nem amar para ser amado.

Amar puramente...
simplesmente...
inocentemente...
gratuitamente...
interiormente.

Amor, o é.

(André )


(Fica aqui documentado uma ocorrência sobre uma cadeira...)

Uma cadeira é um assunto,
no presente da humanidade,
desde seus primórdios.

Estudiosos há muito debatem sobre o tema.
A cadeira...

Platão,
Erasmo...

Almada Negreiros,
José Saramago...

Francis Bacon,
Quentin Tarantino....

Assim como outros que salpicaram,
de tinta e letras o mundo das cadeiras,
desde a Antiguidade que estudam o assunto,
conscientes da importância de uma cadeira...

O homem em sua ânsia de imortalidade quer ser o eterno sentado...

Na sua impossibilidade procura formas,
de perpetuar seus atos,
contar a sua história,
deixando marcas,
na crosta deste planeta.

E estes fósseis sentados são inúmeros!

Muitas são as formas criadas,
para registrar as suas existências,
demarcar as suas conquistas,
e perpetuar sua história.
Há como monumentos,
escrito em arquivos,
guardadas em museus...

Em fotos,
como recursos digitais...

Em túmulos,
como símbolos dentro de pirâmides...
Em biografias,
genealogias,
bibliotecas,
pinturas e gravuras...

Como um prêmio,
de madeira nobre com vida própria...

Guardar a cadeira dos tempos,
ordenar os seus feitos permite à humanidade,
ao evocarem o passado,
abraçar o presente e perceber o futuro,
pois do passado podem extrair lições.

Então se o passado ensina,
é preciso conhecê-lo.

Uma cadeira não é um alicerce da consciência individual,
mas oferece perspectiva e orienta o espírito.

A cadeira apenas devia mostrar,
novos ângulos nos discursos,
de heroísmos,
de fomes,
de decisões arbitrárias,
de eventos,
de solidariedade e lições de vida.

O tempo passa,
mas as histórias permanecem,
sob a forma de memória,
recordações e lembranças,
que ficam em narrativas variadas.

São ensaios,
fábulas,
contos,
mitos,
lendas,
crônicas,
epopéias,
teatros e romances.

Um sermão,
um poema,
uma novela e outra forma literária,
que um homem inventou para se expressar.

Fica aqui documentado uma ocorrência sobre uma cadeira.

(André...)