(Assim e longe de mim, adoro esta tentativa de analisar o processo da mitologia que me faz pensar e sonhar...)
Aquele conceito, que é chamado por vezes de mitologia. No palácio onde ela habita, há cinco janelas, quem consegue abrir as duas primeiras, passa facilmente pelas outra três, mas é difícil de lá sair, e vive na alegria aquele que pode permanecer. Aí entra-se por quatro degraus muito suaves, mas não entram nem deuses nem titãs, estes são alojados no subúrbio que ocupa mais da metade do mundo e submundo.
É natural que essa mitologia assuma tons sombrios. Tárano, deus do céu tempestuoso, suplanta Lug, deus do céu luminoso. Graal o vaso que recebeu o sangue do Cristo. Távola Redonda uma espécie de altar para a Santa Ceia. Incríveis proezas, do maravilhoso fácil, de ingenuidades tocantes, de frescor primitivo, incoerentes, personagens sem caráter nem cor, manequins cujas aventuras banais se desenrolam indefinidamente.E embora corresponda a antigas tradições autóctones, fazendo com que elas ressurgam, mesmo assim continuava uma coisa aprendida. Daí os erros que frequentemente cometeram. É aliás extremamente delicado determinar as causas e a importância exata desses erros.
Trata-se de um ritual de iniciação?
Uma tradição imperfeita?
Ou ainda uma tendência de heresia no interior da própria heresia, uma tentativa mais ou sincera de retorno à alegria?
Ou simplemente uma profanação, e utilizada sem maior deleite epara final diferente, daquele de quem foram criados. O provocar, aos deuses, deusas, titas e musas. Tivessem-no negado, lançados à procura, sempre em busca de encontrar algo melhor, porque não amavam o que tinham! Assim acontece com muitos. Em amargos dissabores de amor, angústias, pesadas penas e tormentos, o que fazem deles, livres de libertarem e vingarem. E nisto, o subjugar com um laço inquebrável. Em sua subjugação, são levados por desejos irrealizáveis, cobiças impossíveis, a somente fazer o que aumenta a amargura. Aquele que orienta todos os seus desejos para uma felicidade inacessível, põe a vontade em guerra com o desejo. Escapam duplamente, por serem poéticos e místicos.
Mas ainda não sabemos, agora, de onde vem e para onde vai o mito. E talvez pressintamos de que modo ele pôde recriar-se numa vida ou numa obra, mas isso é intransferível.
Assim e longe de mim, adoro esta tentativa de analisar o processo da mitologia que me faz pensar e sonhar.
É natural que essa mitologia assuma tons sombrios. Tárano, deus do céu tempestuoso, suplanta Lug, deus do céu luminoso. Graal o vaso que recebeu o sangue do Cristo. Távola Redonda uma espécie de altar para a Santa Ceia. Incríveis proezas, do maravilhoso fácil, de ingenuidades tocantes, de frescor primitivo, incoerentes, personagens sem caráter nem cor, manequins cujas aventuras banais se desenrolam indefinidamente.E embora corresponda a antigas tradições autóctones, fazendo com que elas ressurgam, mesmo assim continuava uma coisa aprendida. Daí os erros que frequentemente cometeram. É aliás extremamente delicado determinar as causas e a importância exata desses erros.
Trata-se de um ritual de iniciação?
Uma tradição imperfeita?
Ou ainda uma tendência de heresia no interior da própria heresia, uma tentativa mais ou sincera de retorno à alegria?
Ou simplemente uma profanação, e utilizada sem maior deleite epara final diferente, daquele de quem foram criados. O provocar, aos deuses, deusas, titas e musas. Tivessem-no negado, lançados à procura, sempre em busca de encontrar algo melhor, porque não amavam o que tinham! Assim acontece com muitos. Em amargos dissabores de amor, angústias, pesadas penas e tormentos, o que fazem deles, livres de libertarem e vingarem. E nisto, o subjugar com um laço inquebrável. Em sua subjugação, são levados por desejos irrealizáveis, cobiças impossíveis, a somente fazer o que aumenta a amargura. Aquele que orienta todos os seus desejos para uma felicidade inacessível, põe a vontade em guerra com o desejo. Escapam duplamente, por serem poéticos e místicos.
Mas ainda não sabemos, agora, de onde vem e para onde vai o mito. E talvez pressintamos de que modo ele pôde recriar-se numa vida ou numa obra, mas isso é intransferível.
Assim e longe de mim, adoro esta tentativa de analisar o processo da mitologia que me faz pensar e sonhar.
(André...)





