quinta-feira, 21 de novembro de 2019



(Fica aqui uma questão, ou não...)

A falta de fundamentos ao amor é um problema antigo, mas eu gosto sempre de ir mais longe.
Por exemplo, e passo a citar um escritor, que não lembro o nome:
"O problema do mundo de hoje é que as pessoas inteligentes estão cheias de dúvidas e as pessoas idiotas estão cheias de certezas"
O que me leva a crer, que tentar achar as respostas para os problemas da vida, apenas nos mantêm ignorantes frente às perguntas que nos poderiam ajudar, não só na Arte de viver, mas também na Arte de preservar o nosso Planeta.
Pois acredito que no mundo onde vivemos, a arte de fazer respostas, seja mais importante que a necessidade de achar certas respostas, é um mundo onde todos sabem tudo sobre os todos os fundamentos e aplicações de soluções, mas esse mundo não é o nosso, é o mundo perfeito, de uma espécie de humano perfeito, que nunca existiu.
De onde vem esse encanto?
E que cumplicidades nesse artifício de retóricas profundas sabe despertar as nossas mentes?
Que a combinação entre amor e morte seja aquilo que nos toca mais profundamente é um fato que estabelece à primeira vista o prodigioso sucesso do amor. Há outras razões, mais secretas, onde vivemos numa tal ilusão, numa tal mistificação, ou teremos realmente esquecido essa infelicidade?
Ou devemos acreditar que no nosso íntimo o que nos fere e nos exalta ao que aparentemente satisfaria nosso ideal de amor harmonioso?
Examinemos mais de perto esta contradição, com um esforço que por vezes pode parecer penoso, pois tende a substituir uma ilusão. Afirmar que o amor significa, de facto, um adultério é insistir na realidade que o nosso culto ao amor se disfarça e ao mesmo tempo transfigura. É revelar por onde esse culto se esconde. A recusa de nomear para nos permitir um abandono ardente àquilo que é, e ousaríamos reivindicar e exaltar o amor. Exprimindo em várias realidades, na medida em que nosso instinto o exige, mas também o disfarça, na medida em que seriam ameaçadas pelo grande despertar da razão.
Ou então, será na Inteligência Artificial que está a certeza de um dia, o amor se tornar perfeito?
Fica aqui uma questão, ou não.

(André...)

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