quarta-feira, 11 de dezembro de 2019




(Que a minha utopia é o amor, simplesmente o eterno amor...)

Numa imagem que vem á minha mente em várias palavras, é fora de mim que adquiro um conjunto de palavras, construindo, e, principalmente por causa da construção e contração visual que crio uma independência. Que mostro ao tentar escrever o que sinto. O que imagino. O que vivo. Mas o sonho de uma utopia dentro de mim não quer sair. Um mundo onde possamos ser livres desta imensa e complexa  vida social. Sem a excessiva imposição de códigos, direitos, deveres, valores morais, hábitos, juízos, próprias necessidades religiosas, estéticas, políticas, monetárias, etc. Claro que não me basta dizer, que é possível. E que devemos pensar no outro, não quando nos dizem para pensar, ou mesmo agir em relação ao próximo. Sim eu sei que é mais fácil pensar, ou mais em nós, ou que devemos seguir uma linha, ou linhagem pública, se não quisermos problemas demais. Mas não  basta dizer a mim próprio, que isso é possível. Porquê no estado actual do mundo, é-me mesmo impossível lutar por esse ideal. Quando penso assim, a frequência dos meus pensamentos e os meus desejos, quebram as minhas tentativas de superar os meus gestos. Este sonho de ser o viajante mais solitário neste inferno ficcionado, por tantos outros, trazem-me um pouco dos meus sonhos mais isolados. Aqueles que se encontram povoados de rostos familiares, figuras ilustres antigas e ou sem nomes. Penso que sem estes pensamentos ou sonhos, a maior parte dos meus sentimentos escritos, não passariam de simples palavras surgidas no acto. Na verdade, a fonte de inspiração das minhas tentativas de compor textos no mínimo compreensíveis, são meras memórias do passado e presente. O futuro não sei. Sejam eles reais ou mentais, ou nem uma coisa ou nem outra, levam que tudo se torne mais fácil de equacionar, ou na importância do que eu transmito, ou não. Na base de tudo, e actualmente tento ironizar (¹)um pouco e dar-lhe um pequeno toque negro(²), quase de loucura. Mas sem esta coexistência com a ironia, com um toque negro de loucura(³), esta adesão intensa de sentimentos, não podia explicar a piedade que demonstro no final, quando sou apunhalado nas costas, o perdão mudo que tantas vezes o dei e voltaria a dá-lo. Mas é difícil suportar a pressão que sinto todos os dias por não ter lido algumas pessoas e sinais a tempo, ou mesmo o pudor sem a vergonha de outros que me transportou para lugares sombrios da mente humana. Mas sempre consegui encontrar sozinho a luz que me fez sair deles. Podia até falar de outros aspectos sobre luzes, como as de natal que estão cada vez piores. Mas estou aqui a escrever sobre a minha utopia, não de outros assuntos ou problemas de pessoas. Isso o tempo vai-se encarregar desses insonsonistas maquiavélicos, pouco me importa. Voltando ao que escrevo, e a utopia que trago dentro de mim, é só uma. Claro que actualmente, eu detesto com destrato, escrever sobre ela. Mas dou a certeza, que por ela que vivi, que vivo e viverei, a minha utopia. Até porque dos poucos objetivos que tracei na única vida que tenho, é sorrir perante, e á morte. Por isso posso afirmar, que vão ser os melhores momentos, aqueles que me marcaram de forma positiva, que vou levar  comigo um dia, quando fechar os olhos. E quanto mais penso no bem ou mal, dependendo do ponto de vista, e lado que se está, a ajuda foi fundamental na mudança da vida de uns e outras. E isso leva a ir mais longe na minha inspiração. E sim foi, é e será o amor que sempre senti, sinto e hei-de sentir em tudo o que faço. Trabalhar, um simples preparar de uma refeição, o olhar, um quadro único, ou mesmo no escrevinhar.  Obrigado por tudo e a todos, ao ajudarem a preservar o que ainda não perdi. Que é a minha utopia, é o amor, é simplesmente o eterno amor.

(André...)

Notas do autor deste texto para ele mesmo:

(¹) "Tenho que repensar a piada anti-capitalista sobre o Beisebol...não saiu bem a primeira..."

(²) "Na centésima publicação do andre3pontos.blogspot.com...talvez vá de férias de Natal e só volte em 2020, com novo formato..."

(³) " Se o Andy Kaufman por cá estivesse, e soubesse que o homem tinha inventado as redes sociais e que a humanidade pensava ir a Marte...já tinha mudado a sua actuação Migthy Mouse para o Noddy, e no final, em vez da sua grande paixão pelo Elvis, para o Jerry Lee Lewis, com a música Great Balls of Fire, com o piano em chamas e fogo de artifício pelo palco todo...e pelo meio enfrentava todos e todas, num Royal Rumble magnífico de onde sairia todo partido...e vencido..."




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