sexta-feira, 27 de janeiro de 2023

Está sempre presente...


O clima de Janeiro petrificado.

É apenas uma coisa, o caminhar entre as longas estradas de estrelas à beira-mar, de olhos leves de uma malandra.

O não retorno respirável em um mundo feito de madeira, rajada de aço.

Um episódio de tempestade no centro que ainda cai em pedra.

Caules de poemas longos preservados na escuridão e na memória, como ninfas selvagens  lançadas ao mar...

(para evitar a captura)

Como minha própria vida é um líquido, sinal de enorme em amor, inventado como um cometa que se divide entre nós...

(e o ar)

Um toque de quase, ao seio, um pensei aos olhos, uma agulha lacada de vermelho onde existe o branco, uma após uma, a imagem do bom demente.

Um amor... e isso é apenas uma coisa, um escuro, feroz e lindo.

Em que a surpresa é que a surpresa, uma vez passado, está sempre presente.

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