segunda-feira, 30 de janeiro de 2023




Inclinei a cabeça para trás, entre as ripas da cabeceira. 

Acendi uma fogueira pela manhã, examinei as cinzas por significados, a imagem de um anel, a semelhança de um gato pardo,uma cama,um cavalo. Procurei as caixas de vidro dos olhos, de luz...mais tarde a dos bons governos. As entidades políticas de tudo o que se cria, são coincidência e...em qualquer tempo, caso, irrelevantes. Toda a pergunta implica alguma noção do que está a ser perguntado. A natureza heterogénea não é estranha a ninguém. A mente torna-se visível por meio de funções inconscientes.

Existe uma maneira de falar do nosso passado ou das esperanças para o futuro. Numa página da História,uma força estética tornou-se um terror político,e foi forçado a renunciar essência da arte sem perceber que uma decisão existia...foi domada!

Aquilo que escrevo sobre a existência de um universo paralelo para criar um refúgio quando o meu silêncio persistir neste mundo que fui forçado a herdar. Posso provar que o amor existe...basta medir o aumento do fluxo sanguíneo para o córtex cingulado anterior do nosso cérebro.

E se fosse uma promessa, em ouvidos tão cheios de esperanças,de olhos para brilhar, enquanto os lábios ficam húmidos. E pousar uma flor no meio dos seios, de um pequeno jardim,onde todo amor se esconde, 
o olhar penetrante...aparentemente ainda, eternamente num olhar constante.

Ainda não percebemos que os homens, que expulsaram a poesia de sistemas bem ordenados, são os mesmos que costumavam tremer ao pensar nisso, através desse ato no tempo...uma poesia sublime?

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