terça-feira, 12 de novembro de 2019





(Representando-me para sempre...)

Todos os registos do imaginário, do possível e do impossível...

Os sentidos são convocados ao sabor da essência que transporto dentro de mim...

Dentro de tantos e tantos caminhos, apenas vidas, vidas provincianas, vidas colossais, vidas fantásticas, vidas atraentes, vidas assustadoras, vidas transbordantes de vida, vidas onde eu...

Diria a todos que agradaria permanecer...

                            Mas não...

Um acto de amor que me faz entrar nesses lugares de prazer e perdição...

Lugares que jamais conheceria, se as suas portas não tivessem sido franqueadas pela imaginação imposta de outros...

Todas as perspectivas do enigmático humano...

De todas elas provindas de experiências, de divagações oníricas...

Mundos que despertam sensações e pensamentos de que logo aprisiona-me...

Delineio todos os projectos, realizações e concretizações, multiplicados sem fim previsível, embora sujeito a inúmeros percalços tão antigos quanto a própria história da Terra...

E tão diversos quanto os insondáveis avatares do futuro...

Não serei encontrado nesta imperecível vida que conterá o Mundo...

Em tudo o que foi e será alcançado, a par do que não o tiver sido...

Não têm as palavras que necessariamente rimar num poema?

                        Felizmente...

Embora na verdade, atrevo, até, a afirmar que a felicidade rima neste verso...

Por que razão existimos,
que sentido tem a vida,
de onde vimos,
onde a morte é uma partida...

Para onde um dia irei cheio de interrogações para as quais não encontrei duas respostas absolutamente coincidentes...

Mas todas lá estarão, representando-me para sempre.

(André...)


segunda-feira, 11 de novembro de 2019


(Que deviam ser gelo...)

Uma brisa de gelo passou vagarosamente...

Uma após outra...

O som do gelo 
a queda de rios,
som de ventos e mares...

Campos suaves,
lençóis brancos de água,
fogo de gelo puro...

Eu pensei em tudo,
dormir por turnos,
e ainda minto...

Consigo dormir,
nas melodias dos pássaros...

Preciso ouvir,
os pronunciados das árvores de gelo...

Quero sentir
os choros melancólicos das palavras...

Mesmo assim ontem à noite,
e mais duas noites achei estranho...

E não podia entrega-me assim tão facilmente...

Então dormi...

Então ouvi...

Então senti...

Que sem o fogo,
qual é a riqueza do acordar?

Venham queridas musas,
de novos pensamentos,
que deviam ser gelo.

(André...)

domingo, 10 de novembro de 2019


(É Fogo..)

A extraordinária interioridade,
é completamente interminável,
é encontramos a eternidade antiga...

A primordial e infinita...

A própria vida...

Agora aquela palavra...

Palavras que fascinam,
se assemelham a um rufar de tambores,
de cantos e fórmulas mágicas...

Aquelas palavras,
estranha história contada,
estranhas histórias passadas...

Que existe um fogo dentro de todos...

O fogo, o despertar dessa força interior diz...

Não importa o que aconteça...

É Fogo.

(André...)





(E deixa- te levar pelo bendito dos motivos...)

Tu...

Sim tu alma vasta e dessossegada,
que só agora acordas cheia de vida,
longe de mim e perto dos sonhos,
perto da terra e longe dos olhos,
à sombra da luz barricada na noite,
vendo passar um sonho cambiante...

Tu...

Na palavra de apreço pela dureza do caminho, tem a paciência neste momento,
palco e bastidores as palmas da plateia,
remédio de gente de joelhos a resignar-se,
e aceita as sínteses levianas do tempo...

Tu...

Acorda que o sol ainda espera o pleno,
neste mundo que espera o teu aceno,
pela tua mão que arrasta várias multidões,
que se erguem a espera de novas canções,
ergue te, pois, mundo cheio de futuro...

Tu...

Naquela grande aridez que na vida pulsa,
sem ruído consegue triunfar e cresce,
no mesmo cauteloso alarido de cor,
para acordar a afonia cósmica,
de vez em quando quebrada pelos impulsos...

Tu...

Esses lábios que assobiam de tal modo,
que mais beijam que o vento sopra,
naquela fuga secreta desordenada,
um ponto de poder aflição de escuridão,
enche te de raios de luz de sonho puro...

Tu...

Um tudo ou nada excitada conta,
conta que na madrugada numa palavra,
regresso a casa vira como um pintassilgo,
para dentro dum velho grande cedro,
beija as palavras todas com a luz da alma...

Tu...

Ressuscita bela e ferverosa de madrugada,
abre o peito por fidelidade ao amanhecer, longínquo em que acordacom a vida,
bate nos sentidos na recordação da memória,
festejava-a religiosamente pelo dia adiante..

E deixa- te levar pelo bendito dos motivos.

(André...)




sábado, 9 de novembro de 2019


(Inanimado animado são mais que palavras...)

O inverso também é válido,
uma matéria vermelha,
torna-se uma imagem...

Pode ser transformada,
em matéria tratada,
transferência de qualidade...

Inanimado sonho,
prezada linguagem triste,
entre um futuro presente...

Foi-se levantando,
um mundo desvendou-se
completamente luminoso...

A cabeça e não pés,
pura e simplesmente,
porque existe...

Marés de sensações,
sempre intensas
sempre resolvidas...

Uma protuberância insana,
beleza que me fez pensar,
para os meus infortúnios...

Animado em êxtase frio,
uma existência mútua,
ambos estudados mutuamente...

Estar vivo simplesmente,
vivo por inteiro,
num breve momento...

Se dormir fico vazio,
mas se acordar,
ela renascerá...

Então não penso,
não fingo,
vivo...

Inanimado animado são mais que palavras.

(André...)


(Cheio de amor para nos dar...)

Um pensamento veio sem pedir permissão...

O planeta é um ser vivo ou não?

Todos sabemos que o sector empresarial e o sector político, não está interessado na salvação do planeta...

Apenas correm atrás cor verde que move a sociedade...

O cidadão comum, na sua preocupação pela sobrevivência deste belo e "forte planeta"...

Ou será pela sobrevivência desta bela e frágil nossa espécie?

Seja como for, esta fina camada de crosta terrestre, urbana ou selvagem...

Já sofreu muito, até demais...

Por isso está na hora, de elevar este belo planeta...

Este mesmo onde vivemos...

Não a um inferno, ou mesmo a um paraíso...

Não a um património, seja ele cultural,
seja ele mundial...

De uns quantos poderosos, que vêem nestas situações, oportunidades de negócios e poder...

Está na hora de mudar a mentalidade e rápido...

Tem de ser...

Foi este planeta que nos criou e cria...

É ele que nós protege e alimenta...

É ele que nos dá tudo o que precisamos...

E está na hora de o considerar...

Ou até mesmo esse sentir, esse sentimento que tanto se fala...

Um membro da nossa espécie...

Um igual..

Um deus com os seus poderes...

Um amigo...

Um familiar com todos os seus defeitos e humores...

Um ser vivo acima de tudo...

Cheio de amor para nos dar.

(André...)














sexta-feira, 8 de novembro de 2019



(Viva a liberdade...)

Cada vez mais se torna impossível navegar na internet...

Ser assediado visualmente por pobre informação e sabedoria finita...

Um vírus por todas as redes sociais...

A internet quando na sua criação foi no intuito de criar uma livre circulação de dados...

E porque acabar com isto?

A solução não é tão simples como apenas excluir ou impedir alguém de dizer o que pensa...

Que alimentem o crescimento humano da Internet...

Temos que insistir em políticas...

Não polícias...

Responsabilizar os que estão no poder quando restringem a fala e o acesso...

Essa maneira de forçar os corpos a andar...

E com isso calar as mentes...

Não podemos ser mais excluídos e assediados e silenciados...

Histórias que já estão à margem da sociedade...

A internet conectou e encantou e mudou...

De maneira que poucas coisas conseguiram fazer ao longo da história humana...

É um recurso importante e vasto e muito poderoso...

E claro que devemos fazer todo o possível para garantir que não seja controlado...

Ou mesmo explorado por aqueles que desejam riqueza e poder e lazer...

E para que as gerações futuras tenham um cenário on-line que valorize...

Sim valores...

A preservação e o desenvolvimento humanista e gratuito...

Não pudores...

A falsa promessa e a salvação de tudo em troca de pagamento...

Viva a LIBERDADE!!!

(André...)