(Representando-me para sempre...)
Todos os registos do imaginário, do possível e do impossível...
Os sentidos são convocados ao sabor da essência que transporto dentro de mim...
Dentro de tantos e tantos caminhos, apenas vidas, vidas provincianas, vidas colossais, vidas fantásticas, vidas atraentes, vidas assustadoras, vidas transbordantes de vida, vidas onde eu...
Diria a todos que agradaria permanecer...
Mas não...
Um acto de amor que me faz entrar nesses lugares de prazer e perdição...
Lugares que jamais conheceria, se as suas portas não tivessem sido franqueadas pela imaginação imposta de outros...
Todas as perspectivas do enigmático humano...
De todas elas provindas de experiências, de divagações oníricas...
Mundos que despertam sensações e pensamentos de que logo aprisiona-me...
Delineio todos os projectos, realizações e concretizações, multiplicados sem fim previsível, embora sujeito a inúmeros percalços tão antigos quanto a própria história da Terra...
E tão diversos quanto os insondáveis avatares do futuro...
Não serei encontrado nesta imperecível vida que conterá o Mundo...
Em tudo o que foi e será alcançado, a par do que não o tiver sido...
Não têm as palavras que necessariamente rimar num poema?
Felizmente...
Embora na verdade, atrevo, até, a afirmar que a felicidade rima neste verso...
Por que razão existimos,
que sentido tem a vida,
de onde vimos,
onde a morte é uma partida...
que sentido tem a vida,
de onde vimos,
onde a morte é uma partida...
Para onde um dia irei cheio de interrogações para as quais não encontrei duas respostas absolutamente coincidentes...
Mas todas lá estarão, representando-me para sempre.
(André...)






