quinta-feira, 28 de novembro de 2019


(Qualquer coisa ou ser...)

Lá se vão os anos e ele já não toma por imagens, as manchetes dos telejornais por realidade. Também nessas imagens as coisas do mundo objetivo desempenham um sentido vital para configurar o ânimo e a subjetividade. Dispostos na mesa, o café, leite e o pão servem de sinais próximos, à altura da mão, mas vindos de outros sinais, a ponto de desencadear uma incerta vontade de falar do mundo distante. Já desde a primeira frase que ele já não toma as manchetes dos matutinos pela realidade,
Lá se vão os anos, e a vida ganha uma camada de permanência que contrasta com a impaciência de certas vontades que não se calam. Fica uma ansiedade perdida, em consonância com as cortinas agitadas. A inquietude, porém, acaba submetida às sentinelas solitárias e à companhia do pão, do café e do leite, novamento submetido às amarras da rotina. Na intimidade do homem maduro, curvado diante das evidências, ressoa uma recomendação silenciosa.
Ao final da paisagem, imóvel que ele vê fora da casa, acaba por predominar e selar a situação, emoldurando-a num sentimento de impotência e condicionamento. A paisagem não se move, o mar contrasta com a cidade, nada mais resta
ao olhar senão declinar-se sobre a linha dos prédios e o maciço das montanhas. Nenhum sinal de vento, nenhuma outra vida, nada que lembre uma força moral pesada como a tempestade. Faz parte dessa atitude não enfatizar os ornamentos de um moinho ou uma melopeia de criança.
Ao contrário essa visão, crítica a recusa dos mecanismos sociais que banalizam a linguagem e continua desejosa de uma expressão outra, em que seja possível uma linguagem pessoal e comprometida com a experiência vivida.
A ênfase do aspecto formal acaba por perder em naturalidade. Para o espírito reflexivo, interessam mais as ambiguidades e torções de sentido. Adequadas as palavras da ironia, do jogo de contrastes ou da liberdade associativa.
Todos esses sentimentos, a partir do apelo presente nas coisas da mesa, de um fora que seria para dentro, de um tudo aquilo que seria um corpo em que mãos, de natureza desconhecida, café e leite e imagens, estariam suadas pregando almofadas de trevas, com a graça, pássaro ao ar fresco, veio empoleirar-se sobre uma pedra. Para além do inteligível, os objetos do mundo sugerem uma dimensão paralela, configurada em cores, formas e na  curiosa a elevação do pássaro. A condição de um a um, corpo em que mãos, de natureza desconhecida, uma almofada de pedra. Uma imagem, o pão, o café e o leite em cima da mesa, ou o pássaro elevar-se sobre a pedra, com graça. Qualquer coisa ou ser.

(André...)


(Os autênticos, os enigmas dos normais...)


O ninguém vivia não apenas de desejo e palavras. Ele detestava as fases feitas, fases de tanto tempo quanto às datas que não sabia. Em particular as que sonhava aos olhos da infância, os livros de ouro e os pequenos diários, que foram queimados. Ignorava-se a sua origem, o que permitia aos curiosos criar inúmeras especulações a respeito. Se ele era um ninguém, mesmo ao ser traído pelo, ou um mísero cidadão deste país, e nesse caso ao menos seria conhecido algum parentesco.
Diziam alguns que ele se desinteressava da condição das palavras, que era um incurável egoísta, outros, ao contrário, sustentavam que, se ele mantinha distância dos outros era por estar infeliz. Algumas relações com mulheres lhe eram atribuídas, mas sempre com misteriosas viajantes que desembarcavam por uns dias e nunca mais apareciam. Os normais  inconfessavam sua impotência para incorporá-lo em seus tratados. Ele surgia com sua presença de surpresa, atraído, pode-se dizer, pelo rosto ou pela voz de um vocábulo em que ninguém havia percebido o poder de sedução, para se tornar um dos enigmas de pequenas poesias, prosas e contos. Assumindo abertamente o martelo da metalo plastica linguagem, impregnado de forte recusa em relação às formulas prontas que se manifestam na linguagem corriqueira. Não por acaso, inicia o dia ou a noite, como um libero, contra o amortecimento que caracteriza certos tipos de comunicação citidiana, e em particular, que lhe encheram os olhos da infância.
Desejoso de superar os limites, o ninguém está fadado a ser um estranho em contraponto à realidade que o circunda, até mesmo no tempo e lugar em que vive. Tocado por um sentimento de exclusão que o obriga á inclusão, a buscar alternativas. Indignado, revoltado e ao mesmo tempo atraído por misteriosas realidades. Resta ao ninguém, manter-se atento à surpresa de conteúdos imprevistos. Sensível ao apelo de um rosto, ou ao estranhamento de uma palavra amiga inesperada, despertado para um conteúdo novo. Só assim pode tomar de modo, os normais, pelos seus contactos.
Os autênticos, os enigmas dos normais.

(André...)

quarta-feira, 27 de novembro de 2019


(Onde uma estupidez, só tem uma resposta...)


Duas belas noites e uma invasão de tarde, e diga-se a verdade, também de ternuras, de cuidados, de abrigo reconfortante. Por fim lá acabou. Nunca mais se viram. Quem quer que fosse, não podiam chamar e assobiar à vontade. Nem se mexiam. Às vezes, perdidos de vício de uma imagem a sua frente. Mas viam. Esperavam pelo início, atiravam-se quando viam o fim, e foram indo! Errar, todos erravam, infelizmente. Pelo menos à frente deles. Mas, enfim, o que sentiam não era lá das piores tormentas, e largavam a voz na altura própria, e honradamente em eternos suspiros. Por isso, aguardavam que viesse outros dias. Isso os comoviam, onde surgiam  outros sonhos de menos risco, que poderiam fazer juntos pela cama. Era um sinal que se respeitavam, que tinham dignidade, com ecos de música, e do mundo. O que não quer dizer que não pudessem tratar de arranjar suas vidas sem dar nas vistas e sem acompanhamentos, que acabavam sempre em cenas desagradáveis. Apenas ver a felicidade dos amantes só comove pela expectativa da infelicidade que os sonda. Uma necessária ameaça da vida e das realidades hostis que afastam duas vidas para longe.
A saudade, a lembrança, e não a presença, os comovem. A presença é inexprimível, não possui uma duração sensível, só pode ser um instante de graça. Não que tivessem medo de qualquer dos finais, que costumavam aparecer nessas ocasiões. Se acontecia nelas, batia-se ali como deuses e deusas, até que as coisas ficassem esclarecidas.  E nunca ficaram do lado dos vencidos! Pelo contrário. Procuravam, contudo, afastar-se de amores e paixões. E disseram sempre que não. Senão, era uma vez dois amantes. Que, para chegar à miséria presente, a maioria pouco se preocupa em conhecer, em conhecer-se. Procura simplesmente o amor mais sensível. Mas ainda é verdadeiro o amor, cuja a feliz realização, em qualquer entrave vem retardar. Assim, querem o desejo mais consciente ou simplesmente o amor mais intenso, desejamos em segredo o obstáculo. Se for preciso, criamos o obstáculo, imagina-mo-lo. Como forças contraditórias, mas que os precipitam na mesma vertigem, os amantes só poderão se unir no instante, em que forem definitivamente privados de toda esperança humana, todo desejo possível. E no seio do obstáculo absoluto e de uma suprema exaltação, que se destrói pela sua realização.O obstáculo, cujo funcionamento foi visto, teria uma origem natural? Retardar o prazer devia ser  a astúcia mais elementar do desejo.
Onde uma estupidez, só tem uma resposta.


(André...)

terça-feira, 26 de novembro de 2019


(Devia ter sido, num certo primeiro amanhecer de inverno...)


Que grande começo de dia, afinal foi esse.
No final de um sonho profundo, acordaram cedo, ainda mal adivinhavam a alvorada pelo buraco da fechadura. Um silêncio de comunhão e de vergonha. O cheiro ausente de suor de sexo, que gelava a quente cama adocicada, entrava pelos corpos dentro e punha-os a sonhar volúpias. E, no meio da nudez das coisas e daquele perfume, e começaram a sentir uma tal ânsia em abrir os lençóis, lançar almofadas ao ar e voltar a delirar. Mas não. Estoiravam-se por falar!
Felizmente, estavam com estranha sensação que os atormentava. Era apenas necessidade de se expandirem, de anunciar ao mundo que não sabia o quê. Aterrados em falsos contactos, recolhidos de medo e pudor, as gargantas secavam, como uma defesa instintiva. Foi o mesmo que nada!
Nenhuma vontade conseguia acalmar o grito
irreprimível que os sufocava. Foi como se de repente caísse um raio na cama e despertassem. Falaram, mas mal a voz lhes voou da boca, ficaram reduzidos a uma pergunta e a um pasmo. Mas nem acabaram sequer de entender o que se passava. Não se fartaram!
E, à semelhança da estranheza dos olhos, uma natureza bela e  desgraçada. A incerteza relativa  da precisão dos intervalos efectuados pelos corpos. Fricção entre a incerteza absoluta, e o sentimento mais provável da grandeza. Exprimem-se em busca de um ritual de magia, onde nenhum sabe para onde vai, nessa certeza. E quando na cama, já tudo desviava dos seus corpos, não havia outro remédio, senão fazer chegar altura de deitar fora um grito de prazer. E gritaram!
De resto, não podiam impedir por mais tempo a saída da saudação à luz que vinha rompendo entre as cortinas do quarto.
Devia ter sido, num certo primeiro amanhecer de inverno.

(André...)


(Daí o meu desejo, sobejo, o risco da perda, a paixão sem fim, a vontade de ir sem regresso...)

Sou um intoxicado, é não de uma paixão, mas do desejo material que utilizo para inspirar-me, uma forma exaltada de auras de belas mulheres. Se a origem desse material é um desejo, consciente ou não, e não quero escapar à insuportável condição terrena, é o meu rudimentar apelo ao desejo. Mesmo assim sou um intoxicado!
Que não deixa de ser uma queda antes de tudo, um escravo de mentir e sentir, sentir e ir.
Psicologicamente, sou apenas mais um, cujos sentidos esbotam numa lágrima, cuja lucidez se encontra no desejo, e a pureza acaba perdida na paixão. Insistindo na necessidade de superar o estado de transe, de chegar a uma lucidez cada vez mais pura e audaciosa, e até mesmo de experimentar as mais altas graças na vida.
Não havia nada à minha volta!
Roubo-me o coração, apossesso-me do meu ser, prendo-me ao mundo e depois a mim, deixo-me apenas ao desejo, ao sangue do meu coração sedento. Ultrapasso o vazio total, onde apenas há o mundo e a musa, uma sombra com o seu objeto, até mesmo o desejo, tudo parece desvanecer-se numa penetração forte, no vazio de toda a paixão, onde tudo impele para cima, e tudo atrai para baixo. E só depende de cada um, corpos e coros onde todos os sentidos são convocados ao sabor das essências do êxtase, que involuntariamente transportamos para dentro do acto. Juntas despertam até memórias esquecidas!
Fisicamente a chave volátil, como pouca coisa consegue ser, entre o ontem e o amanhã, revela-se especialmente no contexto de mais como viajar no tempo. Viagem pelo corpo do mistério do romance, imerso na atmosfera de perdedor orgulho, o desejo de para sempre enaltecer a proeza, o motor dos grandes feitos do sexo entre duas energias de ser. Supostamente por mim nunca condenados, na verdade, jamais condenei a paixão e sexo, acho já me expliquei sobre esse ponto, e pronto.
Digo e insisto ainda, que condenar a paixão em princípio, equivaleria a querer suprimir um dos pólos da tensão vibrante e criadora.
Realmente, isso não é impossível!
O que mais se quer na vida?
Não me iludi com o que me escapou, observei tranquilamente e deixei as palavras embalar a mente. Ler a mente, saber o que alguém pensa e sente,embora muitas vezes se compreenda o que lê, não se sente. Mas como todos os passionais, eu amo temerariamente, a sensação de querer o poder do foco de calor de um corpo, que se experimenta no risco.
Daí o meu desejo, sobejo, o risco da perda, a paixão sem fim, a vontade de ir sem regresso.

(André...)

segunda-feira, 25 de novembro de 2019


(Assim e longe de mim, adoro esta tentativa de analisar o processo da mitologia que me faz pensar e sonhar...)


Aquele conceito, que é chamado por vezes de mitologia. No palácio onde ela habita, há cinco janelas, quem consegue abrir as duas primeiras, passa facilmente pelas outra três, mas é difícil de lá sair, e vive na alegria aquele que pode permanecer. Aí entra-se por quatro degraus muito suaves, mas não entram nem deuses nem titãs, estes são alojados no subúrbio que ocupa mais da metade do mundo e submundo.
É natural que essa mitologia assuma tons sombrios. Tárano, deus do céu tempestuoso, suplanta Lug, deus do céu luminoso. Graal o vaso que recebeu o sangue do Cristo. Távola Redonda uma espécie de altar para a Santa Ceia. Incríveis proezas, do maravilhoso fácil, de ingenuidades tocantes, de frescor primitivo, incoerentes, personagens sem caráter nem cor, manequins cujas aventuras banais se desenrolam indefinidamente.E embora corresponda a antigas tradições autóctones, fazendo com que elas ressurgam, mesmo assim continuava uma coisa aprendida. Daí os erros que frequentemente cometeram. É aliás extremamente delicado determinar as causas e a importância exata desses erros.
Trata-se de um ritual de iniciação?
Uma tradição imperfeita?
Ou ainda uma tendência de heresia no interior da própria heresia, uma tentativa mais ou sincera de retorno à alegria?
Ou simplemente uma profanação, e utilizada sem maior deleite epara final diferente, daquele de quem foram criados. O provocar, aos deuses, deusas,  titas e musas. Tivessem-no negado, lançados à procura, sempre em busca de encontrar algo melhor, porque não amavam o que tinham! Assim acontece com muitos. Em amargos dissabores de amor, angústias, pesadas penas e tormentos, o que fazem deles, livres de  libertarem e vingarem. E nisto, o subjugar com um laço inquebrável. Em sua subjugação, são levados por desejos irrealizáveis, cobiças impossíveis, a somente fazer o que aumenta a amargura. Aquele que orienta todos os seus desejos para uma felicidade inacessível, põe a vontade em guerra com o desejo. Escapam duplamente, por serem poéticos e místicos.
Mas ainda não sabemos, agora, de onde vem e para onde vai o mito. E talvez pressintamos de que modo ele pôde recriar-se numa vida ou numa obra, mas isso é intransferível.
Assim e longe de mim, adoro esta tentativa de analisar o processo da mitologia que me faz pensar e sonhar.

(André...)

domingo, 24 de novembro de 2019




(Quando esse alguém, que sou eu, escreve o que sente numa emoção dos sentidos cada vez que um dia começa...)

Ser poderoso de instinto animal, sabe-se que é sábio em rejeitar algo que corresponde, é a pura e verdadeira sabedoria. Poderemos chamar de sabedoria extrema o que se rejeita, mesmo sabendo que iria adorar. Concentrar no o seu pensamento, matéria, carne, contacto, sexualidade procriadora, enquanto um sentimento de adoração purificada pode se volver para um Deus-Espírito. Ao mesmo tempo, o amor pela vida acha-se parcialmente esquecido finalmente pode confessar-se sob a forma de um culto prestado ao arquétipo divino da mulher, desde que esta Deusa-Mãe deixe de ser virginal, desde que ela escape, porta da proibição mantida contra a mulher de carne. A união mística com essa divindade feminina significa então participar da força de um Deus luminoso. Como uma balança na mão, o peso por observar o silêncio, não o torna mais sábio. Poderemos até aceitar só o desejo, mas ainda não faz de nós sábios verdadeiramente. O que se consegue compreender, em ambos os lados omissos, o mal também faz parte, esse sábio instinto, aquele no qual todos os grandes defeitos foram  desenvolvidos. Só posso afirmar que esse é verdadeiramente sabedor do seu caminho. Aquele que consegue deitar os ódios fora, totalmente destruídos, desenraizados e extintos. Caminhar com máxima compreensão e despreocupação neste mundo. E só porque superou todos os caminhos que o poderiam levar ao caos. Como pode aquele que está cheio de desejo, ser sábio em não se render ao instinto. Ou tudo isso cai do céu, isto é, nasce de uma inspiração súbita e coletiva, mas ainda seria necessário explicar por que esses sentimentos foram produzidos, nesses momentos e nesses lugares bem definidos. Ou então tudo resulta de uma causa precisa, mas nesse caso, trata-se de saber por quais razões ele, o desejo, permaneceu obscuro até nossos dias. Ao mesmo tempo imagens personificadas, alteradas, verificadas, por assim dizer, que traduzem uma alegria verdadeira. Que se alimenta aquele impulso do espírito que, aliás, faz nascer esta linguagem. Quando ela ultrapassa o instinto, quando se torna verdadeiramente amor. Ele tende ao 
mesmo tempo a si próprio, seja para justificar-se, exaltar-se ou simplesmente para entreter-nos.
O duplo sentido é insignificativo.
Mas ao mesmo tempo vivemos imersos numa atmosfera romântica proporcionada, pelos espetáculos e por mil referências quotidianas, cujo sentido subliminar é mais ou menos o seguinte: a paixão é a experiência suprema que todo homem deve um dia conhecer, e somente aqueles que passarem por ela poderão viver a vida em uma plenitude.
E aí, não creio que ninguém actualmente, e em tempos vindouros, esteja em condições de resolver, talvez teorizar, todos e alguns desejos. Os especialistas mais bem informados ainda hesitam em atribuir um determinado nome ao desejo animal, que além de ortodoxo é muito conhecido, apenas não o queremos ver, a origem de termo preciso do desejo, não é mais do que o instinto básico de todos os seres.
Será o amor um desejo?
Desejo total, é a Aspiração luminosa, o impulso original elevado à sua mais alta potência, à extrema exigência de pureza que é extrema exigência de Unidade. Mas a unidade última é a negação do ser atual em sua sofredora multiplicidade e sobrevivência. Assim, o impulso supremo do desejo conduz àquilo que é o não-desejo. A dialética de êxtase, introduz na vida algo totalmente desconhecidos, aos ritmos da atração sexual, um desejo que não decresce jamais, que nada mais pode satisfazer, que até mesmo desdenha e foge à tentação de se realizar em nosso mundo, porque só deseja abraçar o outro. É a superação infinita, a ascensão do químico que atravessa as células e canais cerebrais, para o seu prazer.
E esse movimento é sem retorno.
Mas convém atender, para o humano na linguagem erótica, parece sempre mais inocente do que pode parecer aos nossos olhos. Quer queiram quer não, somos nós os neuróticos, herdeiros do erotismo aburguesado de um anterior século em contagem crescente. Onde a penetração psicológica, e os movimentos da carne atraída pelo impulso místico no seu início, exagera e também dissimula a gravidade relativa de tais acidentes. Talvez as fórmulas de sublimação e de fantasia são simplesmente, ou recusar saber do que se fala. Quando esse alguém, que sou eu, escreve o que sente numa emoção dos sentidos cada vez que um dia começa.

(André...)