sábado, 14 de dezembro de 2019




(Adormeceram tranquilamente naquele banco solitário banco de jardim...)

Depois de uma saída abrupta, por causa das gaivotas. Os três novos amigos separam-se. Os melros, não se sabe em que árvore, e o homem regressou a casa. As gaivotas lá ficaram entre as  nuvens nas suas cores fantásticas e atraentes numa dança com a lua. Mas de volta ao sítio de onde tinha saído. O banco de madeira de jardim solitário. Estava um ambiente sereno. Nem melros, nem gaivotas. Nada. Apenas um banco de madeira sozinho. O homem voltou a sentar-se, e vê um pequeno vulto verde. Que em pequenos pulos se aproximava. Era um pequeno pardal, com uma cara de gato. O homem curioso com o pequeno pardal, perguntou:

-- Olá pardal com cara de gato, por acaso não viste por aí uns melros e umas gaivotas?

Ao que prontamente o pequeno pardal respondeu:

-- Ver melros não ver...

O homem ficou abismado com tal resposta, que raio de dialecto era aquele? Lirandês, Português ou Inglês, não era certamente. Então o homem convidou o pequeno pardal a sentar-se, e foi aceite o convite, e o pardal perguntou:

-- O mundo afastar de tu porque?

Outra vez abismado, mas com aquela pergunta. Ficou calado, mudo, quase como um quase poeta sem inspiração. O pequeno pardal ficou em silêncio também. Ficaram imoveis, sentados no banco de jardim como estivessem em meditação profunda. Uns segundos depois, umas gotas de água caiam sobre uma pedra. Começava a chover, e homem deu abrigo no bolso do seu kispo, ao pequeno e molhado pardal.

-- Gratidão dou. - disse o pardal, e o homem respondeu:

-- Por nada, este kispo é muito grande, parece a  mala do Sport Billy, cabe cá muita gente.

Sorriu para o pardal com todo o sentimento. O  pequeno pardal ao ver o homem sorridente deu-lhe um pequeno conselho:

-- Caldeira de água cheia... nunca abrir duas torneiras... muita água nem abrir... água muita gastar... correr deixar devagarinho... só palavras  naturalmente assim fluir...

Então o homem pensou naquelas misteriosas palavras, sem sentido. Um dialecto que nunca tinha ouvido. Mas tudo fez sentido quando reparou que o pequeno Gremlin tinha adormecido.

(-- NÃO SER GREMLIN, SER YODA!

-- Peço desculpa como autor deste conto... não sabia como chamar-te...

-- Perdoado tu estar... nome não dizer...  continuar tu pode...)

Continuando este conto e dentro do seu novo abrigo temporário. O homem e o pequeno pardal chamado Yoda, adormeceram tranquilamente naquele banco solitário banco de jardim.(¹)

(André...)

Nota do autor:
(¹)- Não percam a continuação deste conto, porque acho que eu, todos e mais uns quantos também não...



sexta-feira, 13 de dezembro de 2019


(Felizes as bruxas estão, numa sexta-feira 13...)



O homem depois de mais uma volta do sol ao mundo, voltou ao banco para se sentar e descansar. E como no dia anterior tinha expulso todos os seus demônios interiores. Já nada o preocupava. Num ápice de temporalidade, apareceu o seu novo amigo, o melro Kaufman. E desta vez não vinha sozinho, trazia consigo mais um melro, que prontamente se apresentou:

--Boa volta radiosa deste planeta... Sr. Amigo do meu Amigo... Sou o melro Ozzy Osbourne... Muito gosto em conhece-lo... Por acaso não viu nenhum morcego por ai?

Ao que o homem ficou perplexo e respondeu:

--Bom dia Sr. Osbourne... Prazer em conhecê-lo... Conhecer um morcego conheço é um conhecido meu... Até escreve alguns ditos mas neste momento deve estar a dormir... Raramente o vejo.

O melro Kaufman confirmou a história do homem, dizendo que era de boa leitura. Um pouco melencolica, mas verdadeira. Mas foram interrompidos na sua conversa, os melros e o novo amigos. Então rapidamente sobrevoaram o jardim, umas jovens gaivotas que das nuvens as suas cores fantásticas e atraentes, ao ionizar o ar que  as rodeava, fizeram reaparecer a lua. Logo os três novos amigos tiveram que ir para outro banco mais sossegado, porque aquelas gaivotas, eram um bando de bruxas loucas. Felizes estão as bruxas, numa sexta-feira 13.

(André...)





quinta-feira, 12 de dezembro de 2019


(Porque sou o Melro mais feliz deste planeta... Piuuuuu...)

Com o coração duro, sentou-se num banco de jardim, e atirou-o para uma valeta. Nisto aparecem do nada, 3 ninfas. Uma delas apresentou-se como Psiche. As outras nada disseram. Escondidas sob os céus, de véus transparentes, onde se encontrava demônios de outras eras. Mas o homem, previu o perigo que se escondia por trás. E soltou o seu Cérebro. Mas Psiche, insistiu e roubou-lhe um beijo. O homem ficou delirante com o cheiro daquele beijo, que mais parecia um feitiço. Pediu-lhe com modos para se sentar ao seu lado. Ela sentou-se e ficou em silêncio. Longos segundos depois, passou um Cúpido disfarçado de Hércules. Pavoneavasse como um pavão, dizendo que era o maior combatente de todos os tempos. Mal sabia, que O Grande Aquiles, esse sim. Um grande estratega e líder nas artes da guerra o sumplatava em qualquer lugar. Tinha um problema no calcanhar, derivado também a queda por uma bela mulher. Mas o homem ignorou-os, apenas queria estar sozinho, desfrutar da companhia da sua Bela e silenciosa Psiche. Mais vieram. Um tal de Radcliffe com uma varinha mágica, dizia que era um dos maiores feiticeiros de sempre. Ao que o sozinho, mas feliz homem respondeu-lhe:

-- O miúdo Culkin apenas com a sua ingenuidade e criatividade de criança defendeu a sua própria casa de uns quantos, como tu.

Por momentos ficou outra vez sozinho. Nem Psiche. Nem demônios de outras eras. Nem heróis filhos bastardos de deuses. Nem actores. Ficou inerte sem olhar para o passado, nem para o futuro. Psiche então voltou, não para o seu lado, mas na sua mente. Expulsou-a imediatamente da sua mente sem hipótese de retorno. Sentiu-se agredido psicologicamente pela sua grande actuação. Aquela dança folclórica pagã, disfarçada de virgem arrependida. Felizmente, voltou a ficar mais uma vez sozinho. Arrepiado, arreliado, alienado com o  espaço a sua volta. Então um pequeno e matreiro melro. O cantar chamou a sua atenção. O homem ficou perplexo. Era um melro falante:

--Bom dia André... Sou o Andy Kaufman... E soube a pouco que o homem tinha inventado as redes sociais e que a humanidade pensa ir a Marte... Andava a pensar em mudar meu piar... Em vez do Elvis... Vou começar a piar o Great Balls of Fire do Jerry Lee Lewis... Com um árvore em chamas e fogo de artifício pela relva toda... E pelo meio enfrentar todos e todas, num Royal Rumble magnífico de onde vou sair todo partido e sem penas... Posso não vencer... Mas não vou sair derrotado... Porque sou o Melro mais feliz... O mais lindo deste planeta! Piu... piu... piuuuuu!

(André...)

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019




(Que a minha utopia é o amor, simplesmente o eterno amor...)

Numa imagem que vem á minha mente em várias palavras, é fora de mim que adquiro um conjunto de palavras, construindo, e, principalmente por causa da construção e contração visual que crio uma independência. Que mostro ao tentar escrever o que sinto. O que imagino. O que vivo. Mas o sonho de uma utopia dentro de mim não quer sair. Um mundo onde possamos ser livres desta imensa e complexa  vida social. Sem a excessiva imposição de códigos, direitos, deveres, valores morais, hábitos, juízos, próprias necessidades religiosas, estéticas, políticas, monetárias, etc. Claro que não me basta dizer, que é possível. E que devemos pensar no outro, não quando nos dizem para pensar, ou mesmo agir em relação ao próximo. Sim eu sei que é mais fácil pensar, ou mais em nós, ou que devemos seguir uma linha, ou linhagem pública, se não quisermos problemas demais. Mas não  basta dizer a mim próprio, que isso é possível. Porquê no estado actual do mundo, é-me mesmo impossível lutar por esse ideal. Quando penso assim, a frequência dos meus pensamentos e os meus desejos, quebram as minhas tentativas de superar os meus gestos. Este sonho de ser o viajante mais solitário neste inferno ficcionado, por tantos outros, trazem-me um pouco dos meus sonhos mais isolados. Aqueles que se encontram povoados de rostos familiares, figuras ilustres antigas e ou sem nomes. Penso que sem estes pensamentos ou sonhos, a maior parte dos meus sentimentos escritos, não passariam de simples palavras surgidas no acto. Na verdade, a fonte de inspiração das minhas tentativas de compor textos no mínimo compreensíveis, são meras memórias do passado e presente. O futuro não sei. Sejam eles reais ou mentais, ou nem uma coisa ou nem outra, levam que tudo se torne mais fácil de equacionar, ou na importância do que eu transmito, ou não. Na base de tudo, e actualmente tento ironizar (¹)um pouco e dar-lhe um pequeno toque negro(²), quase de loucura. Mas sem esta coexistência com a ironia, com um toque negro de loucura(³), esta adesão intensa de sentimentos, não podia explicar a piedade que demonstro no final, quando sou apunhalado nas costas, o perdão mudo que tantas vezes o dei e voltaria a dá-lo. Mas é difícil suportar a pressão que sinto todos os dias por não ter lido algumas pessoas e sinais a tempo, ou mesmo o pudor sem a vergonha de outros que me transportou para lugares sombrios da mente humana. Mas sempre consegui encontrar sozinho a luz que me fez sair deles. Podia até falar de outros aspectos sobre luzes, como as de natal que estão cada vez piores. Mas estou aqui a escrever sobre a minha utopia, não de outros assuntos ou problemas de pessoas. Isso o tempo vai-se encarregar desses insonsonistas maquiavélicos, pouco me importa. Voltando ao que escrevo, e a utopia que trago dentro de mim, é só uma. Claro que actualmente, eu detesto com destrato, escrever sobre ela. Mas dou a certeza, que por ela que vivi, que vivo e viverei, a minha utopia. Até porque dos poucos objetivos que tracei na única vida que tenho, é sorrir perante, e á morte. Por isso posso afirmar, que vão ser os melhores momentos, aqueles que me marcaram de forma positiva, que vou levar  comigo um dia, quando fechar os olhos. E quanto mais penso no bem ou mal, dependendo do ponto de vista, e lado que se está, a ajuda foi fundamental na mudança da vida de uns e outras. E isso leva a ir mais longe na minha inspiração. E sim foi, é e será o amor que sempre senti, sinto e hei-de sentir em tudo o que faço. Trabalhar, um simples preparar de uma refeição, o olhar, um quadro único, ou mesmo no escrevinhar.  Obrigado por tudo e a todos, ao ajudarem a preservar o que ainda não perdi. Que é a minha utopia, é o amor, é simplesmente o eterno amor.

(André...)

Notas do autor deste texto para ele mesmo:

(¹) "Tenho que repensar a piada anti-capitalista sobre o Beisebol...não saiu bem a primeira..."

(²) "Na centésima publicação do andre3pontos.blogspot.com...talvez vá de férias de Natal e só volte em 2020, com novo formato..."

(³) " Se o Andy Kaufman por cá estivesse, e soubesse que o homem tinha inventado as redes sociais e que a humanidade pensava ir a Marte...já tinha mudado a sua actuação Migthy Mouse para o Noddy, e no final, em vez da sua grande paixão pelo Elvis, para o Jerry Lee Lewis, com a música Great Balls of Fire, com o piano em chamas e fogo de artifício pelo palco todo...e pelo meio enfrentava todos e todas, num Royal Rumble magnífico de onde sairia todo partido...e vencido..."




terça-feira, 10 de dezembro de 2019


(Num horizonte que só eu contemplo...)

Quebrou-se a minha harmonia nesta noite profunda, com um dedo que ficou sonolento num quarto de ferro crescente. Na montanha solitária, numa estrada da cidade que parece um campo semeado com grãos de nada. Onde as estrelas protestam silenciosamente, vestidas de véus finos, tecidos de seda, de sapos, e dedos infiltrados pela sombra. Eles, os dedos, ficaram calados na antiga estrada da cidade. A música continuou, e colocou a muda estrela mais antiga, diante de mim. Um vento que sentou-se no aquecedor de uma montanha escura. Dentro deste corpo solitário de uma vinha de casta simples. Ele quer dar a mão aos anos futuros, numa boleia para a lua. Mas a lua é uma uva perfumada num céu cristalizado, onde cada trincheira é uma estrela, cada véu é um pôr do sol, cada passo saltado de sapo, cada dedo como um traço de caneta, é uma linha comprimida, cheia de inspiração na aderência dos anos.  E ideias floresceram como cabeças gigantes como órbitas de planetas distantes. Não sonho hoje com o sangue da lua. E descanso. São sonhos da vida que ninguém vai dizer. Num horizonte que só eu contemplo.

(André...)

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019




(Como eu detesto escrever sobre o amor...)

Um atalho para um temporal rápido, onde funciona o intemporal, tudo foge na mente, nas asas do corvo. Asas de uma lua fugida, coagida por uma verdadeira ilusão Tem o graal da fonte, o beijo de estrelas humildes. E sinto no coração um abraço de todas as estrelas, mas o meu caminho está perdido na alma da perdição. Aí está a razão, e a substância que permanecem no meio dia da noite, de observar uns lábios, de uma meia noite  de dia, de uma tarde noite de olhares. Um buraco negro azulado das estrelas, programadas para embaraçar, dentro do sentir da  minha ilusão, que quase eu murcho. A sombra da minha ilusão! É uma alucinação! Ordena os meus olhos, que só pode ver a palavra. Aquela que desintegra em amor. É essa a palavra que corre mansa e divina. É a vida do mundo. A história onde ela carrega o segredo de beijos, de bocas humanas. Bem?! Todos os dias a quero beijar, numa sede que não pode ser saciada. É uma mensagem automática divina, de um beijo de boca fechada. Onde sou um incendiário cheio de desejos, passo a tarde em claro e brilhante. Que floresceu com vivas brutas, do meu lado esquerdo do tórax. Um novelo de ilusões, de paixões. Vivo para sempre, sobre a paixão faminta de beijos, de um fogo, de um amor que sonha longe de visões, em ambientes silenciosos. Então gira frenéticamente, nos meus lábios a canção de do som de buraco negro azulado das estrelas. Ela é eterna num cativeiro da ilusão, dentro do meu coração. Como eu detesto escrever sobre o amor.


(André...)

domingo, 8 de dezembro de 2019


(Aquilo que satisfaz, não aquilo que realiza...)

Entre nós e os outros, começa por haver insuperáveis diferenças, já que não há duas pessoas iguais. Séculos de leituras repetidas provam bem que os mesmos escritos atravessam os tempos e deixam marcas diversas em cada leitor, porque quem escreve e quem lê nunca viverá separado do mundo.Esses outros, que não nós, mais iguais a nós, viajaram noutros tempos e habitaram outros lugares que, apesar de não serem nossos, nossos assim se tornaram. Esse  poder da palavra escrita, registada pela mão de todos esses outros a quem tanto devemos, encarregou-sede eliminar fronteiras e de fazer de cada um de nós um outro, se não mesmo o outro. O que podem ter em comum esses homens malditos da literatura, uns e outros em busca permanente, multiplicando-se em sentimentos. Procuram o quê? Talvez a razão da existência… O que é que pode  ser a felicidade e o amor? Ou uma complicada mensagem sentimental, que é a simplicidade?
Misterioso aroma, é o caso de pensar, que se conforma com as leis que o condenam, a fim de melhor se conservar! De onde pode vir essa preferência, que entra a paixão, pelo que impede a felicidade dos amantes, os separa e os martiriza? Dizer que "assim se quer, o amor é lindo", ainda não é responder em profundidade, porque se trata de saber por que se prefere este amor ao outro. Aquilo que  satisfaz, não aquilo que realiza.

(André...)