(Aquilo que satisfaz, não aquilo que realiza...)
Entre nós e os outros, começa por haver insuperáveis diferenças, já que não há duas pessoas iguais. Séculos de leituras repetidas provam bem que os mesmos escritos atravessam os tempos e deixam marcas diversas em cada leitor, porque quem escreve e quem lê nunca viverá separado do mundo.Esses outros, que não nós, mais iguais a nós, viajaram noutros tempos e habitaram outros lugares que, apesar de não serem nossos, nossos assim se tornaram. Esse poder da palavra escrita, registada pela mão de todos esses outros a quem tanto devemos, encarregou-sede eliminar fronteiras e de fazer de cada um de nós um outro, se não mesmo o outro. O que podem ter em comum esses homens malditos da literatura, uns e outros em busca permanente, multiplicando-se em sentimentos. Procuram o quê? Talvez a razão da existência… O que é que pode ser a felicidade e o amor? Ou uma complicada mensagem sentimental, que é a simplicidade?
Misterioso aroma, é o caso de pensar, que se conforma com as leis que o condenam, a fim de melhor se conservar! De onde pode vir essa preferência, que entra a paixão, pelo que impede a felicidade dos amantes, os separa e os martiriza? Dizer que "assim se quer, o amor é lindo", ainda não é responder em profundidade, porque se trata de saber por que se prefere este amor ao outro. Aquilo que satisfaz, não aquilo que realiza.
Misterioso aroma, é o caso de pensar, que se conforma com as leis que o condenam, a fim de melhor se conservar! De onde pode vir essa preferência, que entra a paixão, pelo que impede a felicidade dos amantes, os separa e os martiriza? Dizer que "assim se quer, o amor é lindo", ainda não é responder em profundidade, porque se trata de saber por que se prefere este amor ao outro. Aquilo que satisfaz, não aquilo que realiza.
(André...)

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