quinta-feira, 12 de janeiro de 2023






Bem-vindos ao Novo... e sempre Velho Mundo.


Bem-vindos ao Novo... às doutrinas sejam elas quais forem, que se confrontam nesse fervor quase religioso... vêem-se agora, despreocupadamente, a compartilharem o mesmo espaço, as mesmas ruas, as mesmas camas...

...são frutas do consenso social e... igualmente, frequentemente sobrecarregadas, não espontâneas e parodiantes... são a faca que corta o nosso próprio reflexo de ingenuidade, do deteriorar, de um nervosismo...

...devastadores efeitos, prazeres desenfreados, vultosas  e pequenas fortunas... que se guerreiam pela crise, agitação social e pobreza... essas excelentes combinações de fastios, que se fazem com amigos e inimigos...

...os tabus desapareceram, a expressão é enfadada, a sobreposição, imagens em repetição... as várias sequências que se transladam até onde a vida alcança, actual e sempre no fundo...

Bem-vindos ao Novo... e sempre Velho Mundo.

André...

quarta-feira, 11 de janeiro de 2023




Eu agora puxo a magia para mim como um cobertor...


Dentro de mim vivia um pequeno burro (e eu não acreditava em magia) mas o burro é um otário para o bem material, psíquicos, ilusionistas, artríticos que predizem as chuvas...


Por causa do burro prendi a quinta parede como se estivesse surdo, velho, uma coisa, áspera e gentil, um burro aqui e ali...


Dediquei tempo ao peito, embora temesse que não fosse um burro...


Então tive que dobrar a chuva com a minha mente, por causa do momento, aqui, no presente...


Não há mais contemplação, não há mais desperdício, onde todos se inclinam para o precipício...


Tempo verdadeiro, mostra o que sinto...


No futuro e futuro, não se torna o meu passado...


Burro, eu não morri e agora há paz....


Eu agora puxo a magia para mim como um cobertor.


André...

terça-feira, 10 de janeiro de 2023











Uma meia lua na minha face...


Este colosso de palavras com o nascer do sol, perfeitamente amadurecido, em nome da liberdade... de auto-estima, em condição miserável, de dias na misericórdia desapegada. 

Um espectro infinitamente amplo, num movimento etéreo que nunca me canso de observar.

Uma chama linda, que dá vida aos humanos. De sentido estupendo, o doce choque para o qual a carne é o ar, esse monstruoso avatar envolto em conceitos de agonia de honra... antes do tal reflexo bruto peso monótono de um resumo.

Acorrentado no abismo racional e rasgado, de um sentimento. Rejeitar a recompensa, matar o portador, destruir a luz visitante, complicação indesejada... e afinal as diferenças não eram as deles. Uma disputa absurda com o divino, disputa que não um segredo celestial.

A brasa das ideias, a conflagração das línguas, como uma palavra os e as  havia assustado!!! Para extinguir os raios labirínticos enraizados que flutuam... esses subtis raios de luar, enquanto eu esboço uma meia lua na minha face.

André...

sexta-feira, 6 de janeiro de 2023





Do que pode ser...

Num dia sombrio feito apenas para reflexão, cada segundo dura... na rua crua na hora mais longa. Pensamentos... esses leves e distantes como uma pequena gota de orvalho.

E não sentir dor, não derramar nem uma... uma ínfima palavra salgada. E o sono... esse apenas promete sufocar todos os medos mais sombrios de um destino.

E a mente... que liberta-se de todos os laços de insanidade social. Realidade, consciência, despertar... o dançar alegremente entre outras e mais memórias, do que pode ser.

André...

sexta-feira, 23 de dezembro de 2022







Um verdadeiro guerreiro escolhe sempre as suas batalhas, onde vai batalhar e escapar de todas as emboscadas. Defende a utopia e reconhece o perdedor onde não existem vencedores.


Ele representa a luta contra todo o mal instaurado por uma guerra, uma figura tentacular de um animal que, com seus múltiplos  braços a envolve, a domina e a asfixia.


Um guerreiro não é um soldado, mas também luta pela sua simples sobrevivência, o que implica estar pronto para dar continuidade a um sonho, ao seu sonho.


São quem passa a viver definitivamente na terra, com os seus problemas e angústias, e o achado dessas substâncias. Os guerreiros são homens, são mulheres, são um todo.



(André...)

quinta-feira, 22 de dezembro de 2022





Elipse:


Consiste na omissão de um termo facilmente identificável pelo contexto. 


Zeugma: 


Ocorre quando se omite um termo que já apareceu antes. Ou seja, consiste de um termo que antes fora mencionado. 


Pleonasmo: 


É uma redundância cuja finalidade é reforçar a mensagem.




Esta minha mania de gostar do Dj Alok.



 

(Um cavalo chamado Picasso...)


A dor pode ensinar, muito.

Se não doer muito,de certeza que não aprendemos nada.


A dor pode ensinar, muito.

Se continuar a doer, e dói muito, então aprendemos alguma coisa.


Será dor?


Só quando alguma dor é absolutamente devastadora, aí então...

Destrói a nossa capacidade de crescer, de viver.


A dor pode ensinar muito.

(então aprendemos tudo ou talvez só uma coisa)

Um assentamento de espada num ringue de wrestling, simplesmente doí, porque doí muito.


E isto tudo pode mudar a nossa capacidade de lutar.

A dor pode ensinar muito.


(André...)