(Musa...)
Se à Musa tivesse sido atribuído significado às palavras, elas nunca teriam conquistado semelhante liberdade.
Que quando este poeta explode em labaredas, ardem os espectros, da paixão, do destino, do tempo e do espaço.
Há uma grande evidência, de que que a legitima liberdade deste poeta seja a musa, mas quem garante a existência desta tal Musa?
Que o tempo da Musa é protegido sob o véu da esperança, numa fortuna que nunca acaba,
numa felicidade sem fim.
Só a evidência de que este poeta esteja possuído pela beleza que quebra o tal círculo, a natureza da evidência de que a Musa inspira este poeta.
Que finge ser poeta, para que a cada dia o universo fique transparente, acessível, para que as pessoas possam aliviar as suas tristezas.
Não porque os poemas inspirados guardem a memória de outra maravilha, ou porque são memorizáveis, mas porque são eternamente memoráveis.
Que por direito, e não sei se estes poemas são belos por serem divinos, mas algo eu sei, a Musa é divina por ser bela.
Mas este poeta recusa a revelar as origens divinas da Musa, e a origem divina legitima, já se sabe, é a liberdade deste poeta.
(André...)

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