A poesia é dura durante a sua fase de escrita, porque são
duros os momentos que retrata, o individuo gentil, o ser humano…
A pergunta que faço todos os dias não tem resposta:
Como teria sido se tivesse vivido em outros tempos?
Talvez pudesse imprimir frases em sonetos, sonetos em
odes, melodia e cor, cheios de vida em todos os fenómenos.
Atravessando fronteiras que penetram o homem, em bens e
valores, como a amizade e até o amor.
Numa paz monstruosa que se alastra no pensamento que a
ele se entregue…
O poema no seu fatalismo e também no orgulho, enfrenta a
loucura de um mundo que perdeu a poesia onde ainda há esperança…
Pode até parecer incoerente o escrevinhar, mas este poeta
encontrou momentos especiais.
Onde o universo de maravilhas choca com o mundo de coisas
simples, como a natureza, as estações do ano e as brincadeiras dos animais…
Onde a sensação percebida é penetrante, colorida, é
vibrante e quase vivida…
Porque sabe que a vida é um sinal do que podemos saber, e
onde o poeta sabe que o mundo dorme, que não quer saber…
E até há quem o avise, mas a resposta vem da solidão
entre si, por isso mesmo está atento, na medida do impossível…vigilante, é o
poeta.
(André…)
9 de Outubro de 2019
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