quarta-feira, 23 de outubro de 2019

(Vigilante, é o poeta…)


A poesia é dura durante a sua fase de escrita, porque são duros os momentos que retrata, o individuo gentil, o ser humano…

A pergunta que faço todos os dias não tem resposta:

Como teria sido se tivesse vivido em outros tempos?

Talvez pudesse imprimir frases em sonetos, sonetos em odes, melodia e cor, cheios de vida em todos os fenómenos.

Atravessando fronteiras que penetram o homem, em bens e valores, como a amizade e até o amor.

Numa paz monstruosa que se alastra no pensamento que a ele se entregue…

O poema no seu fatalismo e também no orgulho, enfrenta a loucura de um mundo que perdeu a poesia onde ainda há esperança…

Pode até parecer incoerente o escrevinhar, mas este poeta encontrou momentos especiais.

Onde o universo de maravilhas choca com o mundo de coisas simples, como a natureza, as estações do ano e as brincadeiras dos animais…

Onde a sensação percebida é penetrante, colorida, é vibrante e quase vivida…

Porque sabe que a vida é um sinal do que podemos saber, e onde o poeta sabe que o mundo dorme, que não quer saber…

E até há quem o avise, mas a resposta vem da solidão entre si, por isso mesmo está atento, na medida do impossível…vigilante, é o poeta.




(André…)

9 de Outubro de 2019

Sem comentários:

Enviar um comentário

Sejam bem-vindos...
Sintam-se em casa.