sexta-feira, 25 de outubro de 2019
(Por um instante pensei em refugiar-me em Marte...)
Até penso tão pouco, como o comportamento de deuses e deusas indecifráveis, podem mudar o mundo. Mas logo compreendo que o refúgio não é uma solução credível.
Longe disso...Só quero simplesmente envelhecer, onde a Morte possa coroar o meu caminho, ao encontro de grandes círculos de fogo, e no crepúsculo desta alvorada, devo esta variação quase atroz, apenas a mim mesmo.
Posso dizer que conheço muito bem, o que muitos ignoram...A incerteza, a mentira, a humilhação, a solidão, e compreendo que eu próprio também sou uma aparência, e não receio meditar sobre esses privilégios anormais, e descobrir em todas as vezes, que a vida é um mero simulacro.
A verdade? A verdade é que não podemos ser mais um ser. Não podemos ser apenas uma projecção do sonho de outros. E apesar de ser mais um animal que percorre este mundo a procura de algo, vivemos num mundo vertiginoso onde a aparência é parte da realidade, onde os costumes estão saturados de acasos, e quiçá também, de alguma misteriosa monotonia.
Os nossos eruditos, parece que inventaram um método para corrigir os acasos e a monotonia. Uma abominável desordem nas nossas vidas, puramente tradicional, hereditária e camuflada, que nunca existiu, nem nunca existirá, onde nos é possível negar ou afirmar, a realidade desta vida tenebrosa, não é outra coisa senão um infinito jogo de acasos.
Agora, e mais que nunca, precisamos de um novo propósito, um novo caminho ou talvez seja a única solução.
Amor...
Arte e ...
Loucura.
Ou como disse Bukowsky:
"...o verdadeiro, seria a cúpula do belo e do bem, o lugar de todos os saberes...", ou não.
Por um instante pensei em refugiar-me em Marte.
(André...)
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