segunda-feira, 16 de dezembro de 2019



(É uma bola rápida que se divide em duas...e...)

Comentador -- E é o último inning e estão empatados... Nesta grande final Universal de Baseball, entre os Master's Yankees e os Rebel's  Dodgers !!! No pitch está o grande pitcher dos Rebel Che... Exausto!!! Com o braço direito já todo dorido... Sem forças para continuar!!! O Coach Mao caminha para o centro do campo!!! Não parece muito satisfeito!!! Cara de zangado digo eu!!! Snoop Dogg o que achas?

S. P -- Sssjjjhhh....Sssjjjhhh...Vai um passa yyoo?

Comentador -- Não muito obrigado ando em abstinência...Achas que o Ernestinho Cheguevarista aguenta?

S. P -- O bacano aguenta bem...Faz aquilo como eu faço o meu RAP...yyoo...
Comentador -- Bela perspectiva de jogo... Mas aproxima-se o final do jogo... E ainda tem pela frente o Pai Natal  a bater em primeiro,  o Abraham, e  depois Ford... É uma tarefa difícil...

S. P -- Nepia Bro... Ele vai lá e bate bem...yyoo...

Comentador -- Agora vai o adjunto Fidel para junto do Coach Mao... Vamos ver o que dizem os microfones de campo...

S.P -- Sssjjjhhh... Sssjjjhhh... Bora lá bro... Ssshhhhhhjjjjjj

(No campo...)

Mao -- Mim dizel que tu não estás capaz sai já do campo... É uma oldem!!!

Cunhal -- Camarada não é bem assim... Ele aguenta... Che como estás... Estás capaz?

Che -- Doi-me o braço... Mas jogo com o esquerdo... Sou ambidestro... O que me está a matar é a asma...e falta de descanso...

Mão -- Se não sail... Eu mandal executal com bala de tanque...

Cunhal -- Camarada não é bem assim... Che vamos eu levo-te ao colo...

(Na cabine de som...)

Comentador -- Che está a ser levado ao colo por Che... Grande jogador o El Comandante... Excelente com 13 Strike out's hoje... Imparável! Snoop o que me dizes... Snoop... Snoop...

S.P-  Roncccc... Xxxxxx... Roncccc... Xxxxxx

Comemtador -- Este já não acorda hoje! Continuando... Parece que vai haver um substituição nos Rebel's...Quem será? No Banco temos as seguintes opções... O velho mas já cego Balboa desde que levou uma bolada do Russo Drako já não é o mesmo... Jesus já não é opção nesta equipa... Desde que foi jantar com os amigos que não se sabe mais dele... Só resta o jovem Rockiie Bim... Desculpem Bin... Contratação de última hora vindo da universidade de Langley... Bem sabemos que nunca veio coisa boa de lá  meus todas guernicas.. Lembremos o jovem Snowdem... Que deu muito que falar... E quando mudou para os Anonimous Submit's... Grande bronca essa... Mas adiante no jogo... E agora o jovem Bin... Está no banco a preparar o equipamento... E que equipamento... Nunca vi tal coisa... Deve ser alguma novidade da Nike... Mas vamos outra vez para o microfone de campo... Neste caso do banco...Mas antes uma publicidade...

(PuB...)

Este ano a #calzedonia, o #continente e  #pingodoce #auchan a #TVI, a #RTP #SIC...tenho preguiça de por hashtags isso é publicidade, e isto é uma mensagem, um texto artístico...estão a fazer uma campanha de Meias 1000%... Compre as meias e o valor das meias reverte inteiramente e totalmente para todos os # de instituições de solidariedade em Portugal.. Compre e aproveitem a dica não se vão arrepender!

(Fim de PuB...)

(No banco...)

Bin -- Amarala Amarala...Grrrrr

Robin -- Sem Pavor tu  que também combateste os mouros ele está a dizer o que?

Geraldo -- Não sei se saberei...ohhh dos Bosques... Ama-los Ama-los... A todos

Robin -- Parece mais Mata-los... Mata-los... A todos...

Judas Tadeu ou Iscariotes (São Judas a mais) -- Vocês são mesmo uma cambada de Broncos... Alá é Grande... É a cultura deles meus caros... Mas se quiserem posso vos enviar um emojoy com um beijo e compreendem melhor...

Geraldo e Robin -- Vá de reto seu bicho papão...

Judas Tadeu ou Iscariotes (São Judas a mais)-- 😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘

(Na cabine de som...)

-- E o jovem Bin sobe para o pitch... Pai Natal está preparado... Balança o taco com firmeza... A catcher d'Arc... A única e exclusiva a imparável pró/ficçãonal pede uma bola curva com os seus dedos...Bin abana com a cabeça que não...eeee...VAIIII LANÇAR A BOLA... É uma bola rápida que se divide em duas...e...


(André...)

O final desta tentativa de fazer humor negro, e já sabemos todos qual é. Se não investirmos na cultura e nas artes decentemente. Falo da classe política, fornecer melhores e mais condições e recursos. O que define um país é a sua cultura e artes. Sejam elas anónimas, um simples artista de rua, um músico clássico ou mesmo de outro estilo, uma pintora, um cómico de stand up, uma  poeta, um escultor, actores actrizes de teatro, cinema que podíamos ter bons e grandes filmes (fica a dica dada)  etc... etc...E já agora faz uns  dias morreu um grande artista nas ruas de Sintra, nas ruas deste país, numa estação de comboio, dentro de uma tenda, de seu nome José,  José Manuel Lopes nascido a 31 de março de 1958. Não é só na televisão e nas arenas de desporto que se vê um país... PORRA MERDA CARALHO... É nossa cultura, na nossa arte, na nossa educação cultural e artística...Pessoal não deixem morrer o que há de melhor e é um diamante em bruto este  PORTUGAL artístico.  Desculpem se pareço um raivoso Kamikaze, eu sei eu sou... Mas por favor,  podem matar o mensageiro, mas não deixem morrer esta mensagem. E como p"é devido"...cheguei á centésima publicação no meu blog. E o papel escrito que falei é a minha mente, tirando as quase 200 folhas que perdi, que isso está esquecido. Quem me acompanhou sabe do que falo. Se não souberem perguntem-me...ou não! Um Feliz Natal a todos e um Próspero Ano Novo... Fiquem bem e talvez até para o ano.
🤜🤛 Respeitem-se uns ao outros. Apoiem as artes e a cultura. Façam o que vos digo... ou não façam o que faço.




domingo, 15 de dezembro de 2019




(Eram apenas pinturas rupestres sem sentido...ou  talvez não...)

Um dia um homem numa caverna olhou para a parede e viu animais. Animais na sua cabeça. Pegou em terra e água. Mexeu lentamente a mistura barrenta suave. Até obter uma cremosa pasta vermelha. Dividiu em duas taças de madeira. Uma á sua esquerda, a outra á sua direita. Depois agarrou no caule de uma planta, enfiou no recipiente da esquerda, e como por magia obteve o vermelho. Agarrou numa raiz da mesma planta e obteve o preto. Rezou á deusa de pedra que estava diante de si. E numa língua já desaparecida entrou num estado de transe. Naquele momento o homem estava entre os animais da savana em pleno equilíbrio com os animais. Tocava neles para sentir a suas formas, sentir o seu cheiro e a sua essência. E sem se aperceber introduzia nas suas mãos, na tal tinta feita com os caules e raízes. Pintava-os na parede. Com os dedos traçava riscos após riscos. Formas após formas. Animal após animal. Mas sem se aperceber, estavam outros e outras da sua tribo, escondidos nas saliências da entrada da caverna, que olhavam e riam, dos seus desenhos. Então o homem acordou. E sem se aperceber do que tinha feito, olhou para trás. Ao ver todos a rirem-se e refugiou-se no canto mais distante da caverna. Não de vergonha do que tinha feito. Mas sim das reações e grunhidos que os seus congéneres tribais faziam. Ele falava a mesma língua e entendia-os muito bem. Os seus congéneres então saíram, foram embora para dentro das suas tendas de peles. Alimentaram-se, disfrutavam dos seus egos por rebaixar o pobre homem. Então o homem olhou para as figuras, que ele interpretou e sonhou na sua mente. E sorriu. Sentia os animais em movimento sem ter de lhes tocar. Sabia que o que tinha criado era algo diferente, incompreensível para os seus congéneres tribais. Deitou-se num canto e...
Nisto sente e ouve, um grande alarido. Gritos de todo o lado. Passos de corrida de patas de grandes animais. Continuavam os gritos. E um por um desapareceram os sons dos gritos. Apenas ouvia o arfar de animais cansados, que se afastavam aos poucos. Então um vulto apareceu, na entrada da caverna. O homem sem saber o que fazer, levantou-se e esperou pelo ataque do animal. Esperou a morte. Mas nada aconteceu. Viu um animal erecto, uma figura de cabelos compridos, com uma vestimenta como nunca tinha visto. Olhava perto da parede para os desenhos. Contornava as figuras, com os seus 3 dedos, e soltou um som que quase parecia que chorava. Aproximou-se do homem. Retirou os cabelos compridos, que afinal eram um tipo de máscara e sorriu. Poupou a vida ao pequeno homem. Mas o homem por razões desconhecidas. E milénios mais tarde foi encontrado, enterrado no chão daquela caverna, junto aos seus desenhos. Reza a lenda que quem entra naquela caverna, e olha para o que ele produziu, saí de lá com um sorriso ao ve-las. Eram apenas simples pinturas rupestres sem sentido...Ou talvez não.

(André...)





MENSAGEM URGENTE!!!

Espalhou-se por ai um virus altamente contagioso em todas as redes sociais... Desculpem, mas agora aqueles que conseguiram ler estas palavras não têm alternatiava... Já foram contagiados, não tem cura... Felizmente fui o único que escapei, ou provavelmente eu também fui contagiado só que não sei... Então passo para todos o vírus... Esse grande e potente vírus... O vírus das luzes de natal, o vírus dos chocolates, o vírus dos vinhos de alto teor alcoólico e preços altos, o vírus de comidas saborosas, o vírus que todos vão engordar muito, o vírus de presentes para todos... Mas acima de tudo, o vírus de alegria, o vírus do amor, o vírus do carinho, o vírus da esperança, o vírus do sorriso, e o mais forte deles todos ao qual não há anti-virus que resista... O vírus do Natal... Mas se quiserem mando o vírus da minhas contas para pagar... Se estiverem muito preocupados comigo.

(André...)





 (A todos desejo um Bom Natal...)



O homem e o pequeno pardal chamado Yoda, adormeceram tranquilamente naquele banco.

Y: (--Melhor assim está... Yoda Eu... André Tu...)

A: (--Obrigado Grande Amigo...)

Solitário estava o banco de jardim, que ao acordarem, ficaram espantados com a com quantidade enorme de animais a sua volta.
Já não eram só os melros, gaivotas. Eram também melras e gaivotos. Animais de todo o tipo, que mais parecia uma gigante arca de Noé. Uma arca muito grande, porque não era só um espécime de cada espécie. Eram famílias inteiras. Mas o mais interessante, e como autor deste texto não posso de deixar de ficar perplexo...

'Yoda" (-- Com história andar para a frente... Já com sono estar...)

"Autor" (-- Tem calma Yoda eu não sou nenhum profissional...)

Continuando na sua perplexidade infinita, o homem e o seu amigo Gre... Não. Yoda juntaram-se a uma grande festa de Natal, cheia de luzes e coloridas vestimentas. Umas melhores que outras. Então nisto, o homem chega em frente do palco. Sobe para cima do palco. E pede ao apresentador do espetáculo para misturar umas músicas:

-- E que tal misturar aí umas duas músicas?

-- What?- disse o apresentador.

Pelos vistos o apresentador era estrangeiro. Então para dar a entender-se o homem gesticulou. Um corpo muito esbelto de uma senhora. Tentou descrever um sacerdote satânico. Como estivesse a tentar dizer que as músicas eram o "All i want for Christmas" com o "The Beautiful People"(¹). Não sei o que o DJ percebeu, talvez fossem os Elfos que estavam ao lado que lhe traduziram erradamente, mas os elfos também nunca foram de muita esperteza, são um misto de maldade e bondade. Imediatamente começou a sair das colunas um som de sinos e vozes de  crianças. Era o Coro de Santo Amaro de Oeiras, com a música "A todos um bom Natal".

Y: (-- Momentos pensar eu... Todos mal querias...)

A: (--Meu grande Amigo, o mal quiseram eles. Não eu... Eu desculpo tudo... E para que saibas Yoda, está é a época de celebrar o nascimento de alguém. Não a crucificação de um pobre homem que na história dum livro só queria o bem dos outros... Não que acredite muito no que diz esse livro... Porque um verdadeiro livro são histórias... Se for a vida de pessoas ou eventos... São documentos... Porque o bem está dentro de cada um de nós não por fora...)

Moral desta história não é nenhuma. A todos desejo um Bom Natal.

Y: (-- Beisebol não escrever piada?)

A: (-- Já está escrita... Mas em papel... Espera pela centésima publicação no meu blog)

Y: (-- andre3pontos.blogspot.com... Estar lá vai...)

A: (-- Obrigado pela Atenção Yoda...)

Y: (-- Por nada André...)

(André...)

Nota do autor:

(¹) Procuram num motor de busca qualquer que aparece lá...



sábado, 14 de dezembro de 2019




(Adormeceram tranquilamente naquele banco solitário banco de jardim...)

Depois de uma saída abrupta, por causa das gaivotas. Os três novos amigos separam-se. Os melros, não se sabe em que árvore, e o homem regressou a casa. As gaivotas lá ficaram entre as  nuvens nas suas cores fantásticas e atraentes numa dança com a lua. Mas de volta ao sítio de onde tinha saído. O banco de madeira de jardim solitário. Estava um ambiente sereno. Nem melros, nem gaivotas. Nada. Apenas um banco de madeira sozinho. O homem voltou a sentar-se, e vê um pequeno vulto verde. Que em pequenos pulos se aproximava. Era um pequeno pardal, com uma cara de gato. O homem curioso com o pequeno pardal, perguntou:

-- Olá pardal com cara de gato, por acaso não viste por aí uns melros e umas gaivotas?

Ao que prontamente o pequeno pardal respondeu:

-- Ver melros não ver...

O homem ficou abismado com tal resposta, que raio de dialecto era aquele? Lirandês, Português ou Inglês, não era certamente. Então o homem convidou o pequeno pardal a sentar-se, e foi aceite o convite, e o pardal perguntou:

-- O mundo afastar de tu porque?

Outra vez abismado, mas com aquela pergunta. Ficou calado, mudo, quase como um quase poeta sem inspiração. O pequeno pardal ficou em silêncio também. Ficaram imoveis, sentados no banco de jardim como estivessem em meditação profunda. Uns segundos depois, umas gotas de água caiam sobre uma pedra. Começava a chover, e homem deu abrigo no bolso do seu kispo, ao pequeno e molhado pardal.

-- Gratidão dou. - disse o pardal, e o homem respondeu:

-- Por nada, este kispo é muito grande, parece a  mala do Sport Billy, cabe cá muita gente.

Sorriu para o pardal com todo o sentimento. O  pequeno pardal ao ver o homem sorridente deu-lhe um pequeno conselho:

-- Caldeira de água cheia... nunca abrir duas torneiras... muita água nem abrir... água muita gastar... correr deixar devagarinho... só palavras  naturalmente assim fluir...

Então o homem pensou naquelas misteriosas palavras, sem sentido. Um dialecto que nunca tinha ouvido. Mas tudo fez sentido quando reparou que o pequeno Gremlin tinha adormecido.

(-- NÃO SER GREMLIN, SER YODA!

-- Peço desculpa como autor deste conto... não sabia como chamar-te...

-- Perdoado tu estar... nome não dizer...  continuar tu pode...)

Continuando este conto e dentro do seu novo abrigo temporário. O homem e o pequeno pardal chamado Yoda, adormeceram tranquilamente naquele banco solitário banco de jardim.(¹)

(André...)

Nota do autor:
(¹)- Não percam a continuação deste conto, porque acho que eu, todos e mais uns quantos também não...



sexta-feira, 13 de dezembro de 2019


(Felizes as bruxas estão, numa sexta-feira 13...)



O homem depois de mais uma volta do sol ao mundo, voltou ao banco para se sentar e descansar. E como no dia anterior tinha expulso todos os seus demônios interiores. Já nada o preocupava. Num ápice de temporalidade, apareceu o seu novo amigo, o melro Kaufman. E desta vez não vinha sozinho, trazia consigo mais um melro, que prontamente se apresentou:

--Boa volta radiosa deste planeta... Sr. Amigo do meu Amigo... Sou o melro Ozzy Osbourne... Muito gosto em conhece-lo... Por acaso não viu nenhum morcego por ai?

Ao que o homem ficou perplexo e respondeu:

--Bom dia Sr. Osbourne... Prazer em conhecê-lo... Conhecer um morcego conheço é um conhecido meu... Até escreve alguns ditos mas neste momento deve estar a dormir... Raramente o vejo.

O melro Kaufman confirmou a história do homem, dizendo que era de boa leitura. Um pouco melencolica, mas verdadeira. Mas foram interrompidos na sua conversa, os melros e o novo amigos. Então rapidamente sobrevoaram o jardim, umas jovens gaivotas que das nuvens as suas cores fantásticas e atraentes, ao ionizar o ar que  as rodeava, fizeram reaparecer a lua. Logo os três novos amigos tiveram que ir para outro banco mais sossegado, porque aquelas gaivotas, eram um bando de bruxas loucas. Felizes estão as bruxas, numa sexta-feira 13.

(André...)





quinta-feira, 12 de dezembro de 2019


(Porque sou o Melro mais feliz deste planeta... Piuuuuu...)

Com o coração duro, sentou-se num banco de jardim, e atirou-o para uma valeta. Nisto aparecem do nada, 3 ninfas. Uma delas apresentou-se como Psiche. As outras nada disseram. Escondidas sob os céus, de véus transparentes, onde se encontrava demônios de outras eras. Mas o homem, previu o perigo que se escondia por trás. E soltou o seu Cérebro. Mas Psiche, insistiu e roubou-lhe um beijo. O homem ficou delirante com o cheiro daquele beijo, que mais parecia um feitiço. Pediu-lhe com modos para se sentar ao seu lado. Ela sentou-se e ficou em silêncio. Longos segundos depois, passou um Cúpido disfarçado de Hércules. Pavoneavasse como um pavão, dizendo que era o maior combatente de todos os tempos. Mal sabia, que O Grande Aquiles, esse sim. Um grande estratega e líder nas artes da guerra o sumplatava em qualquer lugar. Tinha um problema no calcanhar, derivado também a queda por uma bela mulher. Mas o homem ignorou-os, apenas queria estar sozinho, desfrutar da companhia da sua Bela e silenciosa Psiche. Mais vieram. Um tal de Radcliffe com uma varinha mágica, dizia que era um dos maiores feiticeiros de sempre. Ao que o sozinho, mas feliz homem respondeu-lhe:

-- O miúdo Culkin apenas com a sua ingenuidade e criatividade de criança defendeu a sua própria casa de uns quantos, como tu.

Por momentos ficou outra vez sozinho. Nem Psiche. Nem demônios de outras eras. Nem heróis filhos bastardos de deuses. Nem actores. Ficou inerte sem olhar para o passado, nem para o futuro. Psiche então voltou, não para o seu lado, mas na sua mente. Expulsou-a imediatamente da sua mente sem hipótese de retorno. Sentiu-se agredido psicologicamente pela sua grande actuação. Aquela dança folclórica pagã, disfarçada de virgem arrependida. Felizmente, voltou a ficar mais uma vez sozinho. Arrepiado, arreliado, alienado com o  espaço a sua volta. Então um pequeno e matreiro melro. O cantar chamou a sua atenção. O homem ficou perplexo. Era um melro falante:

--Bom dia André... Sou o Andy Kaufman... E soube a pouco que o homem tinha inventado as redes sociais e que a humanidade pensa ir a Marte... Andava a pensar em mudar meu piar... Em vez do Elvis... Vou começar a piar o Great Balls of Fire do Jerry Lee Lewis... Com um árvore em chamas e fogo de artifício pela relva toda... E pelo meio enfrentar todos e todas, num Royal Rumble magnífico de onde vou sair todo partido e sem penas... Posso não vencer... Mas não vou sair derrotado... Porque sou o Melro mais feliz... O mais lindo deste planeta! Piu... piu... piuuuuu!

(André...)

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019




(Que a minha utopia é o amor, simplesmente o eterno amor...)

Numa imagem que vem á minha mente em várias palavras, é fora de mim que adquiro um conjunto de palavras, construindo, e, principalmente por causa da construção e contração visual que crio uma independência. Que mostro ao tentar escrever o que sinto. O que imagino. O que vivo. Mas o sonho de uma utopia dentro de mim não quer sair. Um mundo onde possamos ser livres desta imensa e complexa  vida social. Sem a excessiva imposição de códigos, direitos, deveres, valores morais, hábitos, juízos, próprias necessidades religiosas, estéticas, políticas, monetárias, etc. Claro que não me basta dizer, que é possível. E que devemos pensar no outro, não quando nos dizem para pensar, ou mesmo agir em relação ao próximo. Sim eu sei que é mais fácil pensar, ou mais em nós, ou que devemos seguir uma linha, ou linhagem pública, se não quisermos problemas demais. Mas não  basta dizer a mim próprio, que isso é possível. Porquê no estado actual do mundo, é-me mesmo impossível lutar por esse ideal. Quando penso assim, a frequência dos meus pensamentos e os meus desejos, quebram as minhas tentativas de superar os meus gestos. Este sonho de ser o viajante mais solitário neste inferno ficcionado, por tantos outros, trazem-me um pouco dos meus sonhos mais isolados. Aqueles que se encontram povoados de rostos familiares, figuras ilustres antigas e ou sem nomes. Penso que sem estes pensamentos ou sonhos, a maior parte dos meus sentimentos escritos, não passariam de simples palavras surgidas no acto. Na verdade, a fonte de inspiração das minhas tentativas de compor textos no mínimo compreensíveis, são meras memórias do passado e presente. O futuro não sei. Sejam eles reais ou mentais, ou nem uma coisa ou nem outra, levam que tudo se torne mais fácil de equacionar, ou na importância do que eu transmito, ou não. Na base de tudo, e actualmente tento ironizar (¹)um pouco e dar-lhe um pequeno toque negro(²), quase de loucura. Mas sem esta coexistência com a ironia, com um toque negro de loucura(³), esta adesão intensa de sentimentos, não podia explicar a piedade que demonstro no final, quando sou apunhalado nas costas, o perdão mudo que tantas vezes o dei e voltaria a dá-lo. Mas é difícil suportar a pressão que sinto todos os dias por não ter lido algumas pessoas e sinais a tempo, ou mesmo o pudor sem a vergonha de outros que me transportou para lugares sombrios da mente humana. Mas sempre consegui encontrar sozinho a luz que me fez sair deles. Podia até falar de outros aspectos sobre luzes, como as de natal que estão cada vez piores. Mas estou aqui a escrever sobre a minha utopia, não de outros assuntos ou problemas de pessoas. Isso o tempo vai-se encarregar desses insonsonistas maquiavélicos, pouco me importa. Voltando ao que escrevo, e a utopia que trago dentro de mim, é só uma. Claro que actualmente, eu detesto com destrato, escrever sobre ela. Mas dou a certeza, que por ela que vivi, que vivo e viverei, a minha utopia. Até porque dos poucos objetivos que tracei na única vida que tenho, é sorrir perante, e á morte. Por isso posso afirmar, que vão ser os melhores momentos, aqueles que me marcaram de forma positiva, que vou levar  comigo um dia, quando fechar os olhos. E quanto mais penso no bem ou mal, dependendo do ponto de vista, e lado que se está, a ajuda foi fundamental na mudança da vida de uns e outras. E isso leva a ir mais longe na minha inspiração. E sim foi, é e será o amor que sempre senti, sinto e hei-de sentir em tudo o que faço. Trabalhar, um simples preparar de uma refeição, o olhar, um quadro único, ou mesmo no escrevinhar.  Obrigado por tudo e a todos, ao ajudarem a preservar o que ainda não perdi. Que é a minha utopia, é o amor, é simplesmente o eterno amor.

(André...)

Notas do autor deste texto para ele mesmo:

(¹) "Tenho que repensar a piada anti-capitalista sobre o Beisebol...não saiu bem a primeira..."

(²) "Na centésima publicação do andre3pontos.blogspot.com...talvez vá de férias de Natal e só volte em 2020, com novo formato..."

(³) " Se o Andy Kaufman por cá estivesse, e soubesse que o homem tinha inventado as redes sociais e que a humanidade pensava ir a Marte...já tinha mudado a sua actuação Migthy Mouse para o Noddy, e no final, em vez da sua grande paixão pelo Elvis, para o Jerry Lee Lewis, com a música Great Balls of Fire, com o piano em chamas e fogo de artifício pelo palco todo...e pelo meio enfrentava todos e todas, num Royal Rumble magnífico de onde sairia todo partido...e vencido..."




terça-feira, 10 de dezembro de 2019


(Num horizonte que só eu contemplo...)

Quebrou-se a minha harmonia nesta noite profunda, com um dedo que ficou sonolento num quarto de ferro crescente. Na montanha solitária, numa estrada da cidade que parece um campo semeado com grãos de nada. Onde as estrelas protestam silenciosamente, vestidas de véus finos, tecidos de seda, de sapos, e dedos infiltrados pela sombra. Eles, os dedos, ficaram calados na antiga estrada da cidade. A música continuou, e colocou a muda estrela mais antiga, diante de mim. Um vento que sentou-se no aquecedor de uma montanha escura. Dentro deste corpo solitário de uma vinha de casta simples. Ele quer dar a mão aos anos futuros, numa boleia para a lua. Mas a lua é uma uva perfumada num céu cristalizado, onde cada trincheira é uma estrela, cada véu é um pôr do sol, cada passo saltado de sapo, cada dedo como um traço de caneta, é uma linha comprimida, cheia de inspiração na aderência dos anos.  E ideias floresceram como cabeças gigantes como órbitas de planetas distantes. Não sonho hoje com o sangue da lua. E descanso. São sonhos da vida que ninguém vai dizer. Num horizonte que só eu contemplo.

(André...)

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019




(Como eu detesto escrever sobre o amor...)

Um atalho para um temporal rápido, onde funciona o intemporal, tudo foge na mente, nas asas do corvo. Asas de uma lua fugida, coagida por uma verdadeira ilusão Tem o graal da fonte, o beijo de estrelas humildes. E sinto no coração um abraço de todas as estrelas, mas o meu caminho está perdido na alma da perdição. Aí está a razão, e a substância que permanecem no meio dia da noite, de observar uns lábios, de uma meia noite  de dia, de uma tarde noite de olhares. Um buraco negro azulado das estrelas, programadas para embaraçar, dentro do sentir da  minha ilusão, que quase eu murcho. A sombra da minha ilusão! É uma alucinação! Ordena os meus olhos, que só pode ver a palavra. Aquela que desintegra em amor. É essa a palavra que corre mansa e divina. É a vida do mundo. A história onde ela carrega o segredo de beijos, de bocas humanas. Bem?! Todos os dias a quero beijar, numa sede que não pode ser saciada. É uma mensagem automática divina, de um beijo de boca fechada. Onde sou um incendiário cheio de desejos, passo a tarde em claro e brilhante. Que floresceu com vivas brutas, do meu lado esquerdo do tórax. Um novelo de ilusões, de paixões. Vivo para sempre, sobre a paixão faminta de beijos, de um fogo, de um amor que sonha longe de visões, em ambientes silenciosos. Então gira frenéticamente, nos meus lábios a canção de do som de buraco negro azulado das estrelas. Ela é eterna num cativeiro da ilusão, dentro do meu coração. Como eu detesto escrever sobre o amor.


(André...)

domingo, 8 de dezembro de 2019


(Aquilo que satisfaz, não aquilo que realiza...)

Entre nós e os outros, começa por haver insuperáveis diferenças, já que não há duas pessoas iguais. Séculos de leituras repetidas provam bem que os mesmos escritos atravessam os tempos e deixam marcas diversas em cada leitor, porque quem escreve e quem lê nunca viverá separado do mundo.Esses outros, que não nós, mais iguais a nós, viajaram noutros tempos e habitaram outros lugares que, apesar de não serem nossos, nossos assim se tornaram. Esse  poder da palavra escrita, registada pela mão de todos esses outros a quem tanto devemos, encarregou-sede eliminar fronteiras e de fazer de cada um de nós um outro, se não mesmo o outro. O que podem ter em comum esses homens malditos da literatura, uns e outros em busca permanente, multiplicando-se em sentimentos. Procuram o quê? Talvez a razão da existência… O que é que pode  ser a felicidade e o amor? Ou uma complicada mensagem sentimental, que é a simplicidade?
Misterioso aroma, é o caso de pensar, que se conforma com as leis que o condenam, a fim de melhor se conservar! De onde pode vir essa preferência, que entra a paixão, pelo que impede a felicidade dos amantes, os separa e os martiriza? Dizer que "assim se quer, o amor é lindo", ainda não é responder em profundidade, porque se trata de saber por que se prefere este amor ao outro. Aquilo que  satisfaz, não aquilo que realiza.

(André...)


(7 de Dezembro de 2019...)

Ontem ao passar rente ao número 44 do Largo de São Carlos, em Lisboa. Ouvi alguém gritar, um dito.--("Ó Terras de Portugal...Ó terras onde eu nasci, por muito que goste delas, inda gosto mais de ti... existe algum artista por aqui???".)
Subitamente levantei o meu punho esquerdo ao ar. Então solto pelas ruas e pelos dias, como a onda de uma tempestade a arrastar o mundo, juntei-me aquela voz, que adimirada que perguntou?--("Não sabia que tinhas o dote artístico?").Quando nós nos olhámos, ficámos, unidos. O sol já a amanhecer, outra noite, para haver outro dia. Ao que fiquei intrigado e respondi, --(" Levantei o meu punho porque pensei, ter ouvido...'existe algum comunista por aqui?'")...7 de Dezembro de 2019.

(André...)


(E saiu...)

Tocaram á campainha, mais uma vez estava sozinha em casa. E correu para esconder o envelope na gaveta de um armário.
Não! Dentro de uma caixa seria o melhor. Ou quem sabe por baixo da almofada do sofá. Estava desnorteada. Escolheu o espaço entre dois livros como esconderijo provisório e guardou. Despenteia o cabelo, e ajeita a fina camisa de dormir. Dirigiu-se para o intercomunicador, olhou para o ecrã, viu que era quem esperava, carregou suavemente no botão, e a porta abriu-se. Ficou diante da porta, de casa á espera da visita. A visita entrou, dirigiram-se para o quarto, e...

(Nota do narrador: Todos sabem o que aconteceu. E deixo isso ao sabor da imaginação e satisfação do leitor.)

...Num amor inteiro, meio corpo nu e ela repousa por completa na cama. Deixando sua forma desarrumada nos lençóis suados.
O que sobrava era o gosto do amor na sua boca, o cheiro do desejo emanava do corpo.
e a noite estendia-se em vão. As respirações  calmas no peito apenas a evaporação do suor  movimentava-se pelo quarto em silêncio. Apenas olhou para aquele corpo sem vida em cima da cama. E saiu.

(André...)


sábado, 7 de dezembro de 2019


(Correu uns passos e apanhou o táxi para casa...)

Depois de adiantar o expediente atrasado, de um modo satisfatório.
Concentrou-se nas requerimentos mais pequenos e separou os três que lhe interessavam mais naquele momento. Nisto o telefone toca, era do departamento de engenharia:

- Oi! Não me digas que ainda não conseguiste tratar dessa papelada toda? - (proferiu ele depois de se identificar.)
- Feito! Mas cheguei uns minutos tarde ao trabalho, estou só a acabar uns requerimentos.
- Não deves trabalhar assim tanto. Crias má fama  aqui em cima. Sabias?
- Não receies o teu emprego de sonho, que não estou a tentar impressionar ninguém. - (e soltou um riso seco). - E logo sempre mantém-se o que combinamos?
- Sim! Já tenho uma garrafa de vinho de reserva, e fico a tua espera na recepção!
- Então está combinado! Assim que acabar desço! Até já!
- Até já!

Depois de acabar a aprovação e assinaturas, em todos os requerimentos, encerrou o computador, vestiu o casaco e dirigiu-se, para a porta do elevador. No elevador olhou para o espelho e viu um autocolante que dizia:

"Um dia destes seremos obrigados a tudo."

E sorriu.

Chegou a recepção, e deparou-se com um silêncio total. Não havia viva alma por ali. Só o porteiro do lado de fora do prédio. Depois de uma tênue espera e adimitir a possibilidade de ninguém aparecer. Deu uns longos passos até ao final do balcão da recepção, e tomou coragem e dirigiu-se para a porta onde se encontrava o porteiro. Passou pela porta automática, e olhou agitada para os dois lados da avenida. Logo depois o porteiro pergunta:

-Em que lhe posso ser útil?

Tentou detectar-lhe sinais de reconhecimento, mas não os alcançou e anunciou-se:

- Sou assistente do Dr. Miranda, da contabilidade. Por acaso não está ninguém na recepção?
- Creio que sim!- ( virou-se para alcançar a recepção com o olhar )- Faz 5 minutos e estavam  duas pessoas a conversar.
- Desculpe incomodar, mas era um senhor que se encontrava lá dentro?
- Sim. Recordo-me que o senhor estava ao telemóvel. Nada mais.
- Estava só?
- Sim! ( respondeu o porteiro prontamente )
- Mas saiu ou voltou para cima?
- Isso é que já não sei dizer-lhe. Com tanta gente a entrar e sair!

Agradeceu-lhe e seguiu para a beira do passeio de pedra. Na esperança de ver um táxi, o telemóvel vibrou, levou as mãos ao bolso de trás das calças e desbloqueou o teclado. Era uma mensagem:

- " Mais logo apareço em tua casa...e desculpa mas tive que fazer um recado ao administrador quer que passe em casa dele...quer que leve os documentos relativos ao processo da Levitas que estamos em fase de conclusão...acho que vamos conseguir a tal parceria...vamos celebrar...levo o vinho o caviar e o champanhe. Bjs."

- Nem sabem da missa a metade! - ( falou em voz alta )

Por sorte e no final de bloquear o teclado do telemóvel, tinha acabado de passar um táxi em serviço, e parou 50 metros mais a frente para deixar um cliente. Correu uns passos e apanhou o táxi para casa.

(André...)

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019


(Eram 7:28 da manhã de 8 Março de 2020...)

Corria apressadamente entre sombras de homens que riam, apertavam-na, arfavam como cavalos, numa corrente de escuridão, de uma  perigosa profundidade sem fim. Prosseguia em frente na sua corrida para escapar daquelas sombras.

"AFASTEM-SE! LARGUEM-ME! SOCORRO!"
Gritava a plenos pulmões, mas não obtinha resposta, não havia ninguém á vista. A garganta sufocava a cada passo que dava, e nisto, a perigosa profundidade sem fim, acabou. Ela terminou a corrida, e chegou a uma porta. Mas continuava a sufocar e a soluçar no próprio choro. Ouvia um som estridente vindo do interior da porta, daquela única saída, a cada passo que dava. As sombras cada vez mais próximas, lançam-se sobre o corpo dela, para a  dominar. Mais uma vez sentiu-se  apavorada. Ela esticou o braço numa tentativa desesperada para alcançar a saída daquele pesadelo, mas não conseguiu. Com o corpo dominado pelo terror, lancou-se para um abismo, abriu a boca e gritou.

"AAAHHHH!"
O grito tornou-se num som estridente, que a trouxe ao final do sono, não do pesadelo. Ainda desesperada, estende o braço e derrubou o telemóvel que tocava o alarme. E não só. O movimento atingiu, uma caixa decorativa e o livro que tinha para adormecer. O telemóvel e o livro reuniu-se com o chão. A caixinha partiu-se em cacos, era de porcelana japonesa. Com o ruído e a confusão instalada, abandona a cama antes de saber o que fazer correctamente. Passado alguns segundos recupera. Sente-se zonza e senta-se para pegar e desligar o alarme do telemóvel. Pega no livro fechou-o, e lançou-o  para cima da cama. Por um momento as palpitações do coração reduziram, e olhava concentrada para os cacos de porcelana.
Passa as mãos pelo cabelo húmido da transpiração e recompôe-se o suficiente para levantar o corpo, e ir buscar a pá e vassoura e apanhar os cacos. Abriu a tampa do caixote do lixo e...

"Ui! Já vou atrasada para o trabalho."
Eram 7:28 da manhã de 8 de Março de 2020

(André...)

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019


(Quando no final do jogo de cores, aproxima-se a calma esperada...)

Fora dos meus elementos florestais de cimento. Depois de uma longa caminhada madrugal. O dia politiza os meus pensamentos sombrios. Sobre um cobertor de pelos, os pensamentos são substituídos pelo vento lento de cores. Essa natureza de ruptura criada, permitiu que as cores lentamente penetrassem e preparou-se um serpentiado da janela para a porta, e outra vez para a janela uma. Depois de ver a cores, imaginei o espaço, estrelas e galáxias e gelo e infinito, maiores do que eu seria o monte Olimpo. Um planeta verde quente, uma estrela vermelha sem fim, um buraco negro azul demais para saber, brilhante demais para ver. Sonhei com os olhos abertos, milhares de imagens. E vozes e dedos estendidos, brilhantes e suados. E espíritos agitados e arrebatadores.
Porque deixei o dedo grande do pé, de fora do cobertor? Foi ali que assisti a uma tensão a drenar lentamente o calor, onde as brisas frias, mas quentes da humidade, começam a acariciar suavemente o dedo grande, enquanto aprecio a bela composição da natureza das cores, das suas auras. Então cubro a cabeça enquanto a brisa cai e corro em busca de calor. As cores aparecem, mas foram interrompidas pelo facto de cair constantemente nelas. Então olho para o mundo, completamente alterado, à medida que a visibilidade diminui, e ele sorri. Onde os sons metálicos das cores batem no tecto do quarto e enchem os meus ouvidos e alma com algoritmos, ritmos e músicas.
Calma, calma. Quando no final do jogo de cores, aproxima-se a calma esperada.

(André...)

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019


(Um cheiro a vermelho, verde e azul...)

Não estou de joelhos! Dizem as pessoas que tiveram dificuldades esta semana. Dizem algo sobre o brilho e a secura e dizem que esperam que isto mude. Nisto pressionam o barro, lançam um grão de poeira no ar. Pegam num pequeno e suave disco de plástico, e seguram como um coração de aves na palma da mão. Fartam-se de ouvir o CD riscado da radio, que escorregou e bateu, numa época em que todo um país esta sob o mar, de ondas vermelhas, chuva verde e neve azul.
Então o meu dedo desliza pela superfície, e  analisa o plástico em dois e depois em quatro, onde arestas têm um fim ao pé das plantas suburbanas.
Tens palavras, alguém me pergunta?
E eu repondo que tenho pássaros roxos, e os corações deles têm quatro espaços, um para cada resposta a pergunta como estas. Depois dos romances dos altos terraços dia montes altos, sem culpa, nas minúsculas esquinas esgotáveis ​​da rua, nas bibliotecas abandonadas, eu volto para a rua meio louco, cheia de estrofes sem sentido e onde os acadêmicos parecem mais sem sentido. Onde já posso ver versos minúsculos, cantos inesgotáveis ​​das ruas, nas bibliotecas abandonadas.
Então eu escondo o rosto, no princípio da lei da frontalidade egípcia, e apenas vou ser o meu próprio amigo, ser o meu próprio faraó, defendendo as pirâmides  dos Romanos. Porque eu, sou apenas uma mente cinzenta em um universo de preto e branco, misturado por diversas cores. E todas as vezes que olho para cima, uma faísca desperta. Um acender de uma chama, uma visão da realidade. Que no final do dia nós apenas somos cores misturadas aos olhos do outro. Onde é melhor deixarmos de olhar com o consentimento do silêncio, das visões. E as ruas comtemplam-se, se completam, e esta inovação irá aumentar para um ousado frescor. Um cheiro a vermelho, verde e azul.

(André...)



(O primeiro sinal de um sonho aproximado é  quando já acordei...)

Acordado para um lugar estranho, sem nenhum traço de como posso lá chegar. E o desconhecido, rostos próximos, com olhos semelhantes aos estilhaços, sombreados não pude deixar de notar que esses sentimentos emitidos eram algo que conheci antes. Mas onde? Levantei-me ao som da trombeta que persegue os sonhos ao amanhecer de um brilho desnaturado. As estrelas que ficaram apagadas, na terra e na água. Levantei-me e espalho esse orvalho que se cobre, sobre a pressão da noite passada. Esqueci tudo o vi. Homens, mulheres, tudo na terra recém-nascida.
E atenção! O Rock 'n' roll não é demoníaco, excepto que é mais adorável do que qualquer mistério. Abri olhos para o ar, como quem lava os olhos às estrelas durante toda a noite que foi húmida. E com a presença de duas energias acordo. E os sonhos que se tornaram realidade são chamados de visões. Divisões que fazem com que todos que entendem os meus tempos sejam visionários. Essas pessoas são visionárias estão acordadas, mesmo quando dormem e as que dormem dormem.  Eu diria para acordar, mas estou realmente a pensar que a maioria dos homens não vai conseguir isso, mesmo que os sonhos se tornem realidade. Eu usei um formato simples e felizmente, não há nenhuma outra informação neste site de poesia que mostre diagramas para eu elucidar-vos. Se segue  este, repense o mesmo para uma circulação mais ampla. Sei que se parar de escrever, os visionários sentirão falta disto e o resto ainda quererá mais. O primeiro sinal de um sonho aproximado é quando já acordei...já faz muito tempo.

(André...)

terça-feira, 3 de dezembro de 2019


(Um pensamento siamês em perpétuo movimento...)

Na minha opinião, a poesia em forma de prosa, parece-me como uma fenda, um lapso temporal  peculiar, um modo indomável. Esse tipo de escrita, não é uma leitura de poesia qualquer, é apenas paixão, não é para ser explicada, e muito menos pode ser recebida passivamente.
É uma suave troca de correntes elétricas invisíveis, energias, variadas e avariadas, através das palavras, neste meio citidiano, meio mundano, meio abusado, meio violento, meio desvalorizado. Para mim as palavras de um poeta, são aquele instrumento de decepção, de revolta, de revelação, de não pertença. Aquela coisa material, aquela faca, aquele pano, aquele barco, aquela colher, aquele tronco de uma árvore, aquele som de um tambor. Ou ser a lama, ser uma flauta, ser uma concha, ser a convocação para a liberdade. Onde o cinto numas calças velhas e rasgadas, essa iconografia aplicada, são aqueles elásticos esticados em volta dos cabelos, que estão prontos para partir. Mas há um tipo diferente de performance no centro do renascimento da poesia como arte oral. A arte do griot, realizada em aliança com música e dança, para evocar e catalisar uma comunidade ou comunidades, contra passividade e vitimização, para lembrar as pessoas às suas fontes espirituais e históricas. A poesia, aqui e agora, não depende, nem pode depender de enormes recursos econômicos e técnicos, embora um sistema diferente de relações sociais, possa muito bem vir a recorrer a tecnologias altamente sofisticadas, para seus próprios fins, sem ser dominado por elas. Escritor eu? Divago, não posso escrever um poema para a manipulação e satisfação de  outros. São apenas os meus sentimentos. Se de alguma forma aconteceu, foi pelo desarme total da minha consciência, pelo desarme do meu coração, na procura da minha imperfeição. Por isso mesmo, e mesmo que queira, não consigo escrever um poema por motivos desonestos. Claro que a imperfeição, levou-me a uma procedência de má qualidade, como uma ferramenta mal feita, uma tesoura que não corta mas espeta, uma broca que se desintegra na ponta de um berbequim, apenas no ponto de tensão. Não quero escrever simplesmente e falar de boas intenções, de querer acertar certas coisas, mostrar que sei amar e todos devem amar, que estou feliz ou sofrer, melhorar o mundo, ou transmissão de boa ou má energia. Nada disso. Prefiro que fique assim escrito e ter um significado menor do que aquilo que realmente penso. Fica ao critério do leitor como...Um pensamento siamês em perpétuo movimento.

(André...)

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019


(Na planície da Terra-Velha...)

Um largo espaço assim, com o mundo inteiro a vibrar para além da visão. Algum tempo depois, novamente veio o silêncio.
Rumores de um esfregar que invade, uma fresta que se alargou. Então deu-se num relance a explicação do enigma de uma esfinge. Um sinal de discórdia cobre a sala, tudo o que foi está mais longe, um papel ressequido feito com o que parecia ser um cordão áspero, não se conhece nada além de um papel guardado ao meio. Onde se encontram letras, que rapidamente emergem, desenhadas com detalhes, movimentos para uma superação ondulante, longe de uma sala escura da frente de uma manhã. Essa fonte de conhecimento para fora através da folha que voa para longe ao longo de um traço de avião. Foi fracassado pelo que estava desesperado, inscrito nessa negligência significativa. Para o que está vazio da emoção, é inexistente não consegue encontrar o motivo. Assim como a vontade desse motivo que se  carrega. Sim, a decência existe, o lugar onde  brisas silenciosas vão além do horizonte até o nada. Vive no advento do cobertor, para saber novamente, saber exatamente o que significa respirar novamente. Não existe razão para coisas tão irreais quanto possam parecer que ocorram nesta vida. Mais uma vez, uma sala cheia de pensamentos, uma esfinge a enroscar-se, um lugar pacífico para se estar.
Na planície da Terra-Velha.

(André...)

domingo, 1 de dezembro de 2019


(Um planeta, um coração, uma rosa, numa mente subtil...)

A história veio a mim, e em fragmentos.
Oh! se eu pudesse contar tudo. Porque sinto que já vi e ouvi. Se a fala humana realmente pudesse contar tudo. Não era nem um pouco menos maravilhoso do que se deve encontrar, intocado na folha e no caule, e brilhante. Como quando floresceu á três mil anos atrás. Em alguma encosta, nasceu uma rosa perfeita. Através de um sonho vindo do espaço, é agora uma necessidade imortal que leva-me a colinas nunca vistas e florestas suspensas, todas elas bastante distantes. Numa solene escuridão e o fervor de uma estrela que brilha, mas gentil, mesmo com humor escondido. Sempre, e mais, adoro o clima cinzento, em alguma solidão suave, como um mar mais revolto na foz de um rio. Comuniquei com os ventos por cores, branco, azul, dourado, vermelho. Confuso fiquei com tons de pôr do sol ou da flor silvestre que nunca vi. Quis continuar a olhar para ela, numa noite de névoa e luar. Então veio a recordação de juventude, sem nada mais profundo, só em puros pensamentos. Contemplei-os sob uma chama de prata, novos aspectos de um lugar justo e favorito. Um único raio restringia todos os segredos daquela brisa, recordação silenciosa, mas não tão adormecida. Todas as coisas, a imaginação despertada de antigos jovens, um ar de expectativa profunda e solenemente quando se conta um segredo. Aqui, no próprio território abaixo de mim, eu capturo, mas ela o capta. E não acho sombriamente que noutro planeta  silencioso, flutuem emanações estreladas no chão, onde estes ouvidos marcianos são surdos, e esses olhos mercúrianos são cegos. Olhos que beijam a minha em chamas, e eu, em vão e sem conseguir, não escondi o ouvir. Uma asa ou um sussurro de agitação, como uma chamada do vento da noite da floresta, abaixo das flores, das árvores arremessam sonhos através do mar ondulado. Um planeta, um coração, uma rosa, numa mente subtil.

(André...)



(Como um raio-X ao corpo...)

Estava uma mulher numa janela com a cabeça para trás, e o vestido a cair descuidadamente, como pétalas delicadas escancaradas. A visão entra em colapso, e o ar sobre os ombros cristalizou. Naquele momento não havia palavras para essas coisas. Nós não dissemos uma palavra, todo o barulho estava ao nosso redor, pelo frio das mãos. Ela pediu-me para estender as mãos, mas o meu movimento foi de afastar. Respira com a boca, disse ela imponentemente. Inspiro suavemente, e , tump tump, tump tump, tump tump, sinto o coração a correr ao longo da minha coluna, para isolar o coração de proteção. E em cada sopro, cada respingo, cada bombada, em cada lençol manchado pela água da chuva. Dou por mim a pensar em percentagens, genótipos, por baixo de um arco sobem uma escadinhas.
Imaginei o corpo desenhado em secções,  flanco e lombo, e as pingas de sangue pingando. A minha língua falava de produtos agrupados que divergem, como mostarda e ketchup, que juntos são fatais. Os estudos, ao que parecem, são inconclusivos. Enormes batatas fritas tremiam em piscinas de azeite, pequenos aros de cebola, copos de papel puro cheios de um bom vinho. Tentei olhar para o quadro geral, uma batata frita sem molho na borda do prato, nem dentro, nem fora. Eu não me mexo, mas o canto interno do meu olho direito fica vítreo, a mera sugestão inunda a minha boca com memórias, tão ricas, que praticamente afogo-me em palavras. Então quebra-se a imagem, e mais nitidamente se vê, aquelas pétalas delicadas escancaradas, as mãos dela estendidas e o vestido a cair descuidadamente.
Como um raio-X ao corpo.

(André...)