quinta-feira, 5 de dezembro de 2019


(Quando no final do jogo de cores, aproxima-se a calma esperada...)

Fora dos meus elementos florestais de cimento. Depois de uma longa caminhada madrugal. O dia politiza os meus pensamentos sombrios. Sobre um cobertor de pelos, os pensamentos são substituídos pelo vento lento de cores. Essa natureza de ruptura criada, permitiu que as cores lentamente penetrassem e preparou-se um serpentiado da janela para a porta, e outra vez para a janela uma. Depois de ver a cores, imaginei o espaço, estrelas e galáxias e gelo e infinito, maiores do que eu seria o monte Olimpo. Um planeta verde quente, uma estrela vermelha sem fim, um buraco negro azul demais para saber, brilhante demais para ver. Sonhei com os olhos abertos, milhares de imagens. E vozes e dedos estendidos, brilhantes e suados. E espíritos agitados e arrebatadores.
Porque deixei o dedo grande do pé, de fora do cobertor? Foi ali que assisti a uma tensão a drenar lentamente o calor, onde as brisas frias, mas quentes da humidade, começam a acariciar suavemente o dedo grande, enquanto aprecio a bela composição da natureza das cores, das suas auras. Então cubro a cabeça enquanto a brisa cai e corro em busca de calor. As cores aparecem, mas foram interrompidas pelo facto de cair constantemente nelas. Então olho para o mundo, completamente alterado, à medida que a visibilidade diminui, e ele sorri. Onde os sons metálicos das cores batem no tecto do quarto e enchem os meus ouvidos e alma com algoritmos, ritmos e músicas.
Calma, calma. Quando no final do jogo de cores, aproxima-se a calma esperada.

(André...)

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