(Foi assim uma madrugada já faz muito tempo...)
Em vez de desejo foi o cinzento dos céus,
criado por talento numa escada de um templo,
e nisto falar com um deus…
Uma voz disforme que até era amiga,
que fez a minha cabeça num outro divagar
por pensamentos de raios parta a vida…
Que eu queira a liberdade,
em semear grandes ilusões,
que não é mais do que uma hora de utopia…
Andar pela rua de uma cidade em busca da liberdade,
quase num estado de ansiedade em forma de papel,
escritas com 3 palavras e apenas são palavras…
Calçadas de pedra
branca e preta,
num caminho de losangos entre abertos,
de corpos vestidos por pergaminhos de cânhamo…
Encontrar florestas rodeadas por quadrados de betão,
um lugar onde choviam pingas grossas de um pedido,
onde um dia o desejo foi perdido e eu peco por ter recusado…
Por palavras de um ser caricato e inimigo,
um ser ignóbil tem sempre perdão,
por que há de ser sempre filho de alguém…
Continuando fora das calçadas de quadrados de betão,
continuei o meu caminho perdendo uma amiga, um amigo…
Foi assim uma madrugada já faz muito tempo.
(André…)
(Foi assim uma madrugada já faz muito tempo...)

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