Nesta poesia quer queira quer não queira…
Não passo de um composto de míseros átomos…
Pixels que vão ser esquecidos…
Algoritmos que serão perdidos...
Mudar de sorte o mundo como quem não a quis…
Mudar o mundo?
Para que mudar…?
O que todos os dias procuro…
Eu encontro…
É o paraíso em qualquer lugar...
Um calor que sobeja em cada canto…
Que é por dentro que faz-me sentir feliz…
Não sentir aquele frio ao querer…
E o tempo que foi perdido entre os anos…
Hoje e ontem sem destino marcado…
Uma estação de todos os climas que mal se avista…
Chegar longe no caminho e ser…
Ser quem quero no amanha e no hoje…
Do lugar de onde venho…
Nem sempre pertenço…
Onde vou sempre pertencer…
Num tom alto e mais que erudito…
A minha mente eu declamo…
Como uma alma antiga eu reclamo…
E sem hora marcada…
Tem de ser assim…
Provavelmente neste caminho terei essa sorte…
Porque não?
Mascaras de falsas humildades…
Essas correm os mundos perdidos nos colos das almas…
Mentiras de outros…
São construídas pelos sentimentos das sombrias desculpas…
Maravilha esquecida…
E que só eu a contemplo…
Memoria absorvida…
Lembradas pelos patamares do tempo…
Tudo preto no branco…
Olho para o mundo de uma forma igual…
Liberdade para todos…
Comida para todos…
Bebida para todos…
Saúde para todos…
Sonhos para todos…
Vícios para todos…
Sexo para todos…
Saudade de todos…
Resumindo a mais pura felicidade…
Afirmo isso com a maior da certeza…
Riquezas não as quero ver…
Fama muito menos a ter…
Reconhecimento nem vê-lo...
Felicidade dou a quem pedir…
Mostro o agora e aquilo que quero ver…
Se for difícil de compreende-lo…
Só quero o prazer de sentir…
Sem em troca nada pedir…
Ganhar só se o for para sempre…
E amar só se for o que sinto…
Não ser derrotado pelo que sentem por mim…
O que vivi foi inteiro e puro…
Agora percebi vi tudo…
Já vi as almas e já vi o planeta mudo...
Foi comigo que eu aprendi…
Já tardia e erradamente agora percebi…
Que não é comigo que vou estar…
Leiam agora aquilo que quero dizer…
O poder de amar loucamente a poesia e alguém…
O sentir da pele macia de alguém em poesia…
O calor do corpo de…
E eu pergunto-me?
Quem é esse alguém?
Ninguém tem a certeza…
APENAS POSSO DIZER QUE FOI, É E SERÁ SEMPRE A POESIA.
(André..)
(André..)

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