(Balançado distorcido, entre o frio, gelado e quente...)
A noite vence o dia, e no caos de toda a ordem como o fogo a entrar na neve...
Onde uma gota de orvalho gelada pousada no cetim de uma pétala...
O mal completa o bem, como a mulher completa o homem...
Às íntimas razões dessa comunhão profunda do crepúsculo ao alvorecer...
Horas feitas de egoísmo e alheamento...
A grandeza do mistério, e o cerco de amor...
Nenhuma outra consciência seguira no coração na noite os transes da transmutação.
E nenhuma outra inquietação fazia um milagre.
Seduzida e contagiada...
Nesta vida o que se perde, em primeiro não é a esperança...
Qual medo, qual pudor, qual nada!
Com letras eu anoto as minhas epopeias,
que corre nas minhas veias...
que corre nas minhas veias...
Palmas, música, gritos...
Um largo espaço assim, com o mundo inteiro a vibrar para além da prisão.
E novamente o silêncio e novamente as notas roucas de um som...
Fino e agudo das notas que ficaram a ressoar nos ouvidos maravilhados.
Ou do espanto que se passara a um rumor de pura admiração?
Mais palmas ao dançarino...
Por último dançamos outra dança.
Sentimentos mal definidos...
O espectro doirado lá estava sempre,
pronto para qualquer coisa...
pronto para qualquer coisa...
Ao lado dos que passam pela dor,
ou certeza de que não sentem...
ou certeza de que não sentem...
O que recito não decifrado são barras de culto...
Balançado distorcido,
entre o frio, gelado e quente.
entre o frio, gelado e quente.
(André...)

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