domingo, 3 de novembro de 2019


(A nada com um sabor a tudo...)

Danço numa estrada para lado nenhum...

Fluente correndo atrás dele...

O sonho.

A sorte...
a simples certeza de viver.

A alma...
a hábil confiança cega.

Seguro de mim em todos os passos...
enchi o peito de ar ou de luar...
não podia saber ao certo.

Porque a noite era uma mistura de brisa...
e claridade...
fosse de frescura...
ou de luz a que a inundou...
que em todo o corpo correu.

Houvesse um bocado de calor...
capaz de aquecer o corpo...
dum pobre quase poeta e cidadão...
talvez companhia um ao outro.

Onde uma é condição:
Apenas se podem ver
depois de sol posto.

Razões particulares...

A noite está realmente maravilhosa...

E penso:
Que foi algo enexplicável...

Estiquei então por...
um crédito de vida nova...
uma dança com uma matéria.

Passos curtos e breve a palavra...
firmado as minhas quatro patas...
só músculos, tendões e nervos, com os
ossos a ranger em acção.

Ao que gente pode chegar!

Ah, mas tinha de acabar semelhante...
a nada com um sabor a tudo?

(André...)

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