(Sempre vem do sábio lábio que sangra que surge de repente para traduzir uma nova paixão...)
A minha tentação de falar de certas coisas do amor é pretexto muito pouco convincente, em se tratando de assunto tão denso. Vou simplicar complicando. Como por exemplo um beijo, ou dois. Daqueles em que o dente se une ao lábio, e por consequência sangra. Sangue onde podemos saborear o gosto do salgado da paixão, e o doce de uma gota de um amor quente. Na minha duvidosa vantagem, por sinal, impus algumas dificuldades a mim mesmo. Não quero enaltecer nem depreciar aquilo chamo de amor, ou amor do amor, mas tento descrevê-lo como um fenômeno extraordinário. A maioria dos próprios prazeres, tal e qual a fadiga, no final de uma reflexão. A maioria destas palavras poderá ser comprovada na medida em que consiga sobretudo desagradar ou não ser entendido, e somente será útil para convencer aquelas e aqueles, que ao tomarem consciência, ao lê-lo, das razões que podiam considerá-lo principalmente incompreensível. Os apaixonados visualmente, vão dizer o quanto cínico sou, e aqueles que jamais conheceram a verdadeiramente a sensação de algo abstrato, ficarão surpresos, tornarão a chamar-me de cínico. Uns dirão que definir o amor significa perdê-lo. Outros, que perdemos nosso tempo. A quem saberei agradar? Àqueles que talvez queiram saber, ou, até mesmo, curar-se?
De onde vêm esta insatisfação do perpetuamente insatisfeito e esse louvor entusiasta e plangente de uma bela que sempre dirá não? Sempre vem do sábio lábio que sangra que surge de repente para traduzir uma nova paixão.
De onde vêm esta insatisfação do perpetuamente insatisfeito e esse louvor entusiasta e plangente de uma bela que sempre dirá não? Sempre vem do sábio lábio que sangra que surge de repente para traduzir uma nova paixão.
(André...)

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