quarta-feira, 13 de novembro de 2019





(Neste poema medíocre...)

Este poema em que o meu fado de ser quase um  poeta é condicionada por exigências sociais hipócritas...

Onde frequentemente a força dos meus sentimentos faz estalar a crosta de algumas feridas...

E então este quase poeta revela alguns traços em comum com o gosto romântico...

Esta minha aguda consciência do Eu e a perseguição de um destino incerto...

A submissão total ao Amor quase divinizado e muitas vezes oposto à razão...

Não quero esta insatisfação de sentimentos...

Querer rir sentir ser inocente esperar perguntar e corresponder...

Não quero ficar sem sonhos tão depressa...
Que não podem ser ofendidos magoados ou tocados...

Este pendor nocturno por vezes quase diurno...

Mostra-me uma reflexão em traços particulares associados ao momento que trazem as marcas de um gosto novo...

O prazer da solidão em imagens sombrias...

Negam a desconfiança em profecias que traduzem tudo num profundo egoísmo...

Uma inadaptação poética deste quase poeta ao ambiente em que vivo...

Neste poema medíocre.

(André...)

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