quinta-feira, 7 de novembro de 2019


(Não é tempo de parar...)

No início da madrugada,
um veleiro ao meu lado,
de velas brancas à brisa,
em movimento e começa,
ruma para o oceano azul...

Eu ao pé da beira do mar,
foi sussurrando que devia ir,
num barco somente tu e eu,
nenhuma alma no mundo saberia disso...

O desejo vai predominando,
a dança dos dias baila,
sob cantigas sombrias,
olhos descansam nessa dança,
nesse tempo que se esvai...

Esperança desesperada,
sincero desordenado...

Seguido pelos impulsos,
desejos,
inquietações,
dúvidas,
amores e desamores...

Ao fim e ao cabo,
sofrimento e seus efeitos...

Essa tristeza imensa,
desencadeada pela despedida...

O “eu” a seguir o seu rumo,
deixa então os olhos tristes...

São olhos naufragados,
cheios de lágrimas,
sangue e suor...

Essa tristeza e dor,
ligadas a uma emoção,
diante da natureza circundante,
e das mazelas de alguém,
que pouco se vê chorar,
que não resiste às injustiças sociais,
como é possível?

Evidentemente,
apesar do tom melancólico,
há nestes os versos alienados,
uma força impulsional de apenas vida...

Fortemente resistem,
as mazelas e temperanças,
essas tristezas despertadas,
pela separação dos traços:

“Não choram por dor,
choram por amor".

Vale a pena referir aqui que,
apesar do sentimento de tristeza,
estes últimos versos são marcados...

Finalmente existe a pergunta final,
deixar de sofrer e perdoar...

Sem o comando e contra o comando,
um alerta para a necessidade de avançar...

Não é tempo de parar.


(André...)

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